Um ex policial militar foi preso nesta terça-feira (19) em Campo Grande acusado de abusar sexualmente da sobrinha de sua esposa, que é menor de idade, no município de Aquidauana. O caso aconteceu há dois anos, mas a vítima na época com oito anos, por medo fez a denúncia somente no dia 07 desse mês.
A delegada titular da Delegacia de Atendimento a Mulher ? DAM (que também atende crianças, adolescentes e idosos) Marilda do Carmo Rodrigues, não deu detalhes da investigação, mas revelou que o suspeito já foi investigado em outro crime de abuso sexual. Ela apenas disse que a menor prestou depoimento na presença de familiares.
Já havia um mandado de prisão em aberto contra o homem, e sabendo que estava sendo investigado pela polícia de Aquidauana, resolveu se apresentar no semiaberto de Campo Grande, mas como a DAM pediu sua prisão preventiva, acabou sendo detido e encaminhado para o município.
Ele foi ouvido e encaminhado para o presídio de Dois Irmãos do Buriti.
Denuncie - A delegada pede que a população não tenha medo de denunciar. A maioria dos crimes dessa natureza são cometidos por pessoas da própria família, muitas vezes entre quatro paredes, onde só existe vítima e criminoso.
O ambiente familiar é onde todos deveriam se sentir relaxado, seguro e protegido. Mas, para muitas crianças e adolescentes, é palco de um grande pesadelo: o abuso sexual.
Pesquisas e estudos sobre o assunto mostram que não importa a classe social, a raça ou o nível de escolaridade. É dentro de casa que acontece grande parte da violência sexual, geralmente provocada por pessoas do sexo masculino, como pai, padrasto, tio, parentes ou amigos da família, tendo como alvo preferencial as meninas.
Desde leves carícias pelo corpo até o ato sexual em si, há quem se aproveite da ingenuidade dos pequenos para realizar fantasias sexuais, sem se importar com as consequências que isso pode trazer a eles. E o pior: como o abuso ocorre em segredo, nem sempre se descobre o que está havendo. Como pouca gente tem coragem de denunciar, alguns abusadores continuam agindo, certos de sua impunidade.
É preciso romper com o pacto de silêncio que encobre as situações de abuso e exploração contra mulheres, crianças e adolescentes.
A Delegacia de Atendimento a Mulher, que também atende crianças, adolescentes e idosos fica na rua Sete de Setembro, 1301. O telefone é 3241-1172.