Um pastor de 57 anos foi preso na noite desta segunda-feira (17) ao estuprar um menino de 10 anos no Jardim Buriti. O autor, que não teve o nome divulgado para proteger a identidade da vítima, ofereceu um chinelo e horas jogando vídeo-game em troca de sexo.
De acordo com o Campo Grande News, o delegado Reginaldo Salomão, da DEPAC (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Bairro Piratininga, disse que os pais deixaram o filho na casa da avó, onde o autor, irmão dela, também mora, deixando o primo de 23 anos responsável pelo garoto e por mais duas crianças.
Durante a noite, o primo percebeu que o menino havia sumido, então começou a procurar pela casa, momento em que flagrou as crianças olhando pelo buraco da fechadura de um dos quartos. Curioso, o rapaz resolveu olhar, quando flagrou o tio-avô da vítima tendo relações sexuais com o menino.
O primo interrompeu o ato e encaminhou o autor para a delegacia de plantão, junto com os pais da vítima. O pastor confessou o crime e alegou ter feito ?pela glória de Deus?, porém não quis mais falar sobre o caso.
O menino foi entrevistado por vários policias e, de acordo com o delegado, foi ?coerente e na lógica e cronologicamente? no que disse. Ele contou que o tio-avô ofereceu um chinelo para ele, para que o menino praticasse sexo oral. A vítima aceitou.
Depois o autor ofertou horas no vídeo game para que pudesse praticar sexo anal com o garoto, então o menino concordou mais uma vez. ?A criança não tinha noção do que estava fazendo?, assegurou o delegado.
Ainda de acordo com o site de notícias, o autor foi condenado em 2009 pelo crime de estupro, sendo que a vítima era um menino e também tinha 10 anos. Ele foi solto em agosto do ano passado, quando foi morar junto à irmã, levando um amigo, que teria conhecido na prisão.
O amigo foi acusado de estuprar uma menina de 11 anos, sobrinha-neta do pastor, irmã de sua atual vítima.
As investigações serão encaminhadas para a DEPCA (Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente). O autor foi acusado de estupro de vulnerável e pode pegar uma pena que varia de 8 a 15 anos de reclusão.
Mesmo confessando o crime, a irmã do acusado assegurou que ele não cometeu o crime.