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Piraputanga

Juiz condena um a 31 anos e absolve dois pelo latrocínio de Erlon, família se revolta

Apenas Thiago Henrique Ribeiro foi condenado, os outros integrantes da quadrilha foram absolvidos

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 Revolta e Indignação. Estas são as palavras que definem o sentimento da família do empresário Erlon Peterson Bernal, assassinado no dia 1º de abril de 2014, em Campo Grande.
 
Dos quatro envolvidos no crime, apenas Thiago Henrique Ribeiro, 21 anos, foi condenado a 31 anos de prisão. Para a viúva Daiane Peres que aguardou ansiosamente pelo resultado julgamento, por mais de um ano, nenhum deles deveria ficar impune. ?Isso é um incentivo ao crime?, disse.
 
A sentença proferida pelo juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal a Capital, foi anunciada na última quarta-feira. De acordo com o advogado da família, Oton Nasser, Rafael Diogo, 24, e Jefferson dos Santos, 21, foram absolvidos por ausência de provas.
 
Uma adolescente que morava na casa onde o empresário foi morto não foi julgada neste processo. Diante da decisão, Nasser pretende recorrer para que os indiciados voltem para a cadeia.
 
Oton disse ainda que a decisão dada pelo juiz é um estimulo a criminalidade e o trabalho da polícia não foi levado em consideração. "O juiz entendeu que não há provas para incriminar os outros integrantes, é como se não levassem em consideração todas as investigações da polícia", afirma.
 
Questionado sobre a segurança dos familiares de Erlon, Nasser acredita que eles podem até perturbar a família por um tempo, mas as consequências serão maiores para a sociedade. "Eu temo pela sociedade, porque eles podem voltar a matar e cometer outros crimes. A sentença é um estimulo a criminalidade, que pode ficar impune", conclui o advogado.
 
O caso ? Denúncia do MPE (Ministério Público Estadual) apontou que Thiago marcou encontro com Erlon na rotatória das avenidas Interlagos e Gury Marques, no Bairro Doutor Albuquerque, na saída de Campo Grande para São Paulo, dia 1º de abril do ano passado. Ele se passou por comprador do Volkwsagen Golf anunciado pela vítima na internet, e a convenceu a levar o carro até a casa onde ocorreu o assassinato, no São Jorge da Lagoa.
 
Na residência, Erlon se encontrou com Rafael, o Tartaruga, e a adolescente de 17 anos, que o distraíam. Ele ficou aguardando um parecer dos bandidos que supostamente pagariam R$ 38 mil pelo veículo. Thiago entrou na casa, pegou um revólver emprestado por Jefferson e atirou na nuca da vítima que não teve tempo de reagir. Ainda vivo, o empresário teve o corpo enterrado em uma fossa de 4,5 metros, no quintal do imóvel.
 
Dias depois, vizinhos sentiram o odor vindo do buraco descoberta e acionaram a polícia. Todos os envolvidos foram encontrados e presos.


Colaborou Renan Nucci

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