Tráfico nas alturas
Foram confiscados 246 kg de cocaína no local do acidente, em uma área agrícola
Após a queda misteriosa de um helicóptero lotado de cocaína em Ponta Porã, o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, assumiu a investigação do caso. O acidente aconteceu na manhã de ontem (20) e deixou duas vítimas fatais, que morreram carbonizadas.
Os levantamentos feitos durante esta quarta-feira levaram os agentes de segurança à apreensão de 246 kg de entorpecentes. As ações de análise e limpeza dos destroços foram feitas com ajuda da 1ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã e do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Fátima do Sul.
Viatura deixou a propriedade rural abarratoda de tabletes de cocaína (Foto: Divulgação/PCMS)Quanto aos corpos, eles foram encaminhados para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) da cidade fronteiriça e devem passar por exames periciais e papiloscópicos na tentativa de identificá-los. Por hora, o que se sabe é que uma das vítimas tinha a mensagem “salmo 63” tatuada no peito e o outro indivíduo tinha tatuagens com as mensagens “gratidão” e “amor”.
O helicóptero Robinson R66 Turbine, de prefixo PR ITT, estava em nome de uma empresa imobiliária de Taubaté, no interior de São Paulo. Apesar de se encontrar regularizado, o veículo fazia um voo clandestino no momento da queda, visto que a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) não tinha sido informada sobre o trajeto.
As investigações devem seguir em duas frentes a partir de agora: uma para entender o motivo da queda da aeronave e outra para descobrir quem estava por trás do tráfico das drogas.
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