Um homem que não teve o nome divulgado pela Polícia Civil foi preso nesta semana por ter abusado sexualmente das duas enteadas. Segundo a Polícia Civil de Bonito, que concluiu o inquérito que apurava os crimes de estupro envolvendo o padrasto e as duas enteadas, as menores foram molestadas pelo homem em diversas oportunidades.
Conforme o inquérito, os fatos ocorriam no interior da residência da família e, em uma oportunidade, em uma construção próxima à Prefeitura. Os abusos consistiam em relações sexuais assim como em atos libidinosos.
As investigações revelam que o autor, que é casado com a genitora das vítimas há treze anos, no mês de janeiro foi até a Praça da Liberdade em companhia da vítima menor e ali permaneceu consumindo bebidas alcoólicas. No local, ainda estavam algumas amigas da vítima que também ingeriram bebidas, que foram adquiridas e servidas pelo indiciado.
Foi apurado, que em determinado momento, a vítima foi ao banheiro e o investigado aproveitou para indicar uma casa que seria de um familiar. Após o uso do banheiro, o acusado disse à vítima que desejava ?transar? com ela. No entanto, ela recusou as investidas do padrasto que ainda passou as mãos em suas pernas e insistiu no desejo de se relacionar sexualmente.
Diante da negativa, o autor deixou o local nervoso e retornou à praça. Entretanto, como a vítima passou mal devido ao excesso de bebida alcoólica, o investigado a levou embora e durante o trajeto, na Rua das Flores, nas proximidades da construção de um mercado, abusou da menor que estava desmaiada.
O acusado chegou confessar à menor, no dia seguinte, que as dores abdominais que ela sentia eram decorrentes da relação sexual mantida com ela enquanto estava desmaiada.
Ele continuou a procurar a vítima e oferecia objetos em troca de nova relação sexual, o que era negado. Alegando querer conversar, o acusado trancou a vítima no quarto e a força manteve relações sexuais.
Após estes fatos, a vítima nunca mais ficou sozinha com o autor e passou a namorar um rapaz e engravidou. Fato que o fez acreditar que o filho era seu e, por isso, sugeriu à vítima que realizasse um aborto.
Quando os abusos vieram à tona, a outra enteada relatou, que quando tinha 14 (catorze) anos o autor lhe chamou para o quarto e ali se relacionaram sexualmente. A vítima afirmou que não desejava a relação.
A vítima afirmou ainda que frequentou psicólogos em razão do trauma que teve por estes fatos, assim como mencionou que deixou de residir com a mãe porque sempre que estava sozinha o padrasto lhe procurava para nova ralação sexual.
A segunda vítima foi submetida a exame de corpo de delito que foi juntado no inquérito e atesta que não é mais virgem.
A Autoridade Policial representou pela prisão preventiva do acusado, a qual foi deferida pelo Poder Judiciário e, com isso, os policiais civis do Setor de Investigações prenderam o padrasto, que encontra-se recolhido em uma das celas da Delegacia de Polícia Civil, à disposição da Justiça Pública.
O inquérito policial segue para o Poder Judiciário e em seguida, ao Ministério Público que terá cinco dias para oferecer denúncia. O crime de estupro de vulnerável encontra-se disposto no artigo 217-A do Código penal cuja pena é de reclusão de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.