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Dhionatan Celestrino, de 21 anos, conhecido como 'Maníaco da Cruz' / Dourados Agora

Nos dois meses em que viveu em Horqueta, cidade do Paraguai, Dhionathan Celestrino, de 21 anos, o Maníaco da Cruz, planejava uma revolta contra os cristãos para a construção de uma Nova Ordem. Essas informações constam em manuscritos achados no pensionato onde o jovem morava.
Nos papéis, o rapaz relata que os cristãos o cegam com uma "benção inexistente" e diz que a Igreja é uma das maiores maldições da História da humanidade. Ele relata: "A revolta já está mais que preparada. E nós, prontos para a guerra - Morte aos Cristãos".
Além dessas palavras, as folhas trazem palavras em português e os significados delas ao lado. Outra folha está em espanhol e o rapaz faz anotações ao lado com a tradução para o português.
Chama a atenção o repertório que interessa ao Maníaco, de palavras como ?sagaz, bacante, psicossomático, expirar, rubro?, entre outras destacadas nos papéis, denotando visível vontade de tornar sua linguagem menos popular e mais rebuscada.
A polícia encontrou o rapaz por meio da ajuda de um brasileiro que estava na cidade e o reconheceu. Ele alertou a dona da pensão sobre quem seria Dhionathan e sobre os crimes que cometeu no Brasil.
Ela contou a história para a filha e logo começaram a pesquisar sobre o ?Maníaco da Cruz? na internet. Impressionadas com as notícias sobre o jovem e tendo certeza de que ele era o rapaz procurado, as duas ligaram para a polícia e contaram que Dhionathan morava na pensão delas.
Em conversa com a rádio paraguaia Amambay 570, ele relatou que não pretendia voltar ao Brasil porque queria se instalar no Paraguai, já que teria chegado lá com a ajuda de um amigo e estava até trabalhando. Por lá, ele fez outras amizades e recebia visita da mãe e ligações de uma tia pelo celular de um vizinho.
A proprietária do pensionato contou que o rapaz parecia levar uma vida normal e que ele era um ?bom menino, sempre tranquilo e que só saía de casa às vezes e à noite?.
O Maníaco da Cruz teria pagado adiantado pelo aluguel. O delegado de Ponta Porã, Alexandre Evangelista, contou mais detalhes sobre a vida do rapaz e disse que ele estaria envolvido com uma mulher de 45 anos.
Sempre calado, Dhionathan chegou a Campo Grande na quarta-feira (1°), por volta das 12h. O delegado da 7ªDP, onde ele está atualmente, disse que ele passou a noite bem e que evita falar com os policiais.
?Ele não fez nenhum pedido e nós temos hora certa para levar a refeição, essas coisas. Nesses momentos, ele não conversa?, relatou.
Nesta sexta-feira (3) ele receberá defensores públicos na delegacia. O rapaz mudou a versão no Paraguai e chegou a negar que tenha sido ele quem planejou os crimes, alegando que era pago para matar. Com ele, foram encontrados cerca de R$ 960 em guaranis.

O rapaz aguarda nas celas de Campo Grande um local apropriado para permanecer, já que contra ele há uma interdição civil que o impede de ficar em liberdade.

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