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Policial

Bilhete escrito a lápis pode desvendar motivo da morte de Neide Motta


Dentro do carro da médica anestesista Neide Mota Machado, achada morta ontem em Campo Grande, havia um bilhete escrito a lápis, cujo conteúdo ainda não foi revelado. A polícia investiga agora se a letra é mesmo dela. No veículo, numa das mãos de Neide a polícia achou também uma seringa com xylestesin, medicamento anestésico usado por dentistas. Até agora, a polícia não tem tratado oficialmente o caso como suicídio. Ao advogado Rui Falcão, que defende a médica de uma extensa acusação por prática de aborto, ela confidenciou que vivia triste por causa da "revoada dos amigos". Isso estaria acontecendo de dois anos para cá, desde que ela passou a ser investigada.


A causa da morte de Neide é apurada pela delegada Marli Kaiper, do 3º Distrito Policial, que não tem conversado com imprensa. Contudo, a assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que os investigadores já comparam o bilhete com outros escritos pela médica. Ainda não há um desfecho quanto a essa apuração. Neide foi achada dentro do carro numa estrada próxima a uma região de chácaras, na saída para Cuiabá. No veículo, um Cross Fox, não havia manchas de sangue ou outro indício de que ela tenha sido atacada.


Investigação


Neide Machado é investigada desde 2007 por tocar uma clínica que faria aborto, em Campo Grande.Por conta disso ela ficou presa por um mês dois anos atrás. Hoje, um processo que corre no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e que agora deve ser extinto, definiria se a médica seria ou não levada a júri popular por ela estar supostamente envolvida em 25 abortos.Investigações conduzidas pelo Ministério Público Estadual suspeitam que a clínica de Neide possa ter feito ao menos 10 mil abortos em duas décadas.


O advogado Rui Falcão disse que nos últimos diálogos que teve com a médica notou que ela vivia um período "triste, chateada". "Ela era comunicativa, festeira, mas nos últimos tempos os amigos delas simplesmente sumiram", disse o defensor. Falcão Novaes contou ainda que a médica, cujo registro foi cassado ano passado, não enfrentava problema com dinheiro. O prédio onde funcionava a clínica, na rua Dom Aquino, centro da cidade, está alugado e Neide Machado possuía também bens em Minas Gerais.


Arquivo Midiamax


O inquérito indicando a causa da morte da médica deve ficar pronto em duas semanas.

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