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Campo Grande

Garras flagrou quadrilha que ia assaltar Banco do Brasil

Quadrilha já tinha escavado um túnel de 63 metros de comprimento. Vizinhos não suspeitaram

Quadrilha foi presa neste domingo (22) / Midiamax

O Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) flagrou uma quadrilha que estava no Jardim Monte Castelo escavando um túnel que já tinha 63 metros de comprimento para assaltar uma unidade do Banco do Brasil, em Campo Grande. A quadrilha foi presa na madrugada deste domingo (22),

Conforme o site Midiamax, a quadrilha não levantou suspeita dos vizinhos. “Tem mais comércio nessa área, então se eles faziam algo era em horário que já havíamos fechado, nunca notei algo diferente, nunca levantaram suspeita”, relata um comerciante, que terá a identificação preservada pela reportagem.

Os tiros foram ouvidos pela região nesta madrugada e muita gente se assustou. “Ouvia muito tiro, mas não sabia de onde estava vindo, então ficamos assustados”, contou um comerciante da região.

Na ação policial, toneladas de terra foram encontradas em sacos e demonstram o trabalho feito há cerca de seis meses pelo grupo. Em um dos cômodos da residência localizada na rua Minas Gerais, quadra ao lado da Central do Banco do Brasil, eles escavavam e usavam um carrinho de mão para levar a terra. Muitas cordas também auxiliavam no trabalho da quadrilha, que escavou 63 metros.

Os policiais localizaram diversos instrumentos que o grupo usava nas escavações. Durante a operação, foram apreendidos uma Toyota Hilux com placa de Pernambuco, um carro de passeio e um caminhão.

José Nunes Pereira da Silva

José William Nunes Pereira da Silva, morto em confronto no túnel descoberto foi mentor de um assalto de R$ 6 milhões à Caixa Econômica Federal em 1998 em São Paulo.

À época, ele e um comparsa passaram duas horas no banco e levaram o valor em jóias de cinco mil clientes, que estavam penhoradas. José William estava em um fast food em Santana quando foi preso. Ele levou os policiais até sua casa, onde foram encontrados três walkie-talkies, um revólver calibre 32 de numeração raspada e outro montante de jóias.

Para a polícia de São Paulo, Silva era considerado o mentor do crime. Ele teria ido várias vezes de sua casa, no Jardim Brasil (zona norte), até a agência da Caixa para planejar a ação. Segundo a polícia, Silva e Ferreira confessaram o crime.

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