Unidade instaurou sindicância e afirma prestar assistência à vítima; defesa diz confiar na inocência do profissional
Fachada do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande / Bruno Rezende
O HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, informou, nesta segunda-feira (13), que afastou das atividades o técnico de enfermagem investigado por suspeita de abuso sexual contra uma paciente de 27 anos internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
Em nota oficial, a direção do hospital informou que, desde que tomou conhecimento da denúncia, na última sexta-feira (10), o profissional deixou de atuar na assistência aos pacientes. Nesta segunda-feira, foi formalizado o afastamento das funções.
A instituição também comunicou a abertura de uma sindicância para apurar rigorosamente os fatos, assegurando ao investigado o direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme prevê a legislação. "O HRMS vem prestando acolhimento e suporte à paciente e aos seus familiares, oferecendo toda a assistência necessária", informou a unidade hospitalar.
Ainda segundo o hospital, os cuidados prestados aos pacientes internados na UTI são realizados rotineiramente por dois profissionais. A direção reafirmou o compromisso com a segurança dos pacientes, a transparência na apuração do caso e a adoção das medidas administrativas cabíveis, colocando-se à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Denúncia
O caso é investigado pela Polícia Civil. Conforme o boletim de ocorrência, registrado na 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), a vítima relatou que o abuso teria ocorrido na última sexta-feira (10), enquanto estava internada na UTI.
Segundo a denúncia, após receber medicamentos, a paciente permaneceu sonolenta quando o técnico de enfermagem retornou ao leito e teria cometido o abuso. A jovem afirmou que despertou durante o ato, reconheceu o profissional e que ele deixou o quarto logo em seguida.
Ainda de acordo com o registro policial, a vítima contou o ocorrido à equipe que assumiu o plantão, o que levou ao acionamento da enfermeira responsável e da psicóloga do setor.
A paciente está internada desde o dia 15 de junho devido a complicações relacionadas à gravidez e ao período pós-parto.
Defesa
Em nota, a defesa do técnico de enfermagem informou que o inquérito policial tramita sob segredo de Justiça e, por esse motivo, não pode comentar o conteúdo das investigações neste momento.
Os advogados afirmam que ainda não há conclusão definitiva sobre os fatos, informaram que solicitarão acesso aos autos para analisar o material já produzido e reiteraram confiar na inocência do investigado.
A defesa também declarou que acompanhará o andamento do caso observando os princípios do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência, reservando-se o direito de se manifestar novamente após ter acesso ao inquérito.
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