Foto: Henrique Kawaminami
Sargento da Polícia Militar é suspeito de agredir, apontar arma e colocar três crianças no porta-malas de carro durante "abordagem". O caso ocorreu no final da tarde de ontem (3) no Bairro Aero Rancho, em Campo Grande.
Ao Campo Grande News, vendedora, de 36 anos, contou que no final da tarde de ontem levou os três filhos e mais três amiguinhos, de 7, 8 e 12 anos anos, para brincar no Parque Ayrton Senna. Na volta para casa, o filho mais velho, de 13 anos, e os amigos, acabaram ficando no local.
Segundo a vendedora, no caminho de volta para a residência, o filho e os amigos encontraram uma vassoura velha numa praça da região. Eles andaram cerca de 50 metros arrastando o objeto, quando foram abordados pelo militar.
"Ele parou o carro atrás das crianças, apontou arma, puxou o cabelo e deu tapas nos rostos dos meninos. Três foram colocados no porta-malas e deixados na rua de trás de casa", contou. Ainda segundo a vendedora, o filho teve uma arma apontada na cabeça.
A mãe dos meninos de 8 e 12 anos, e tia da criança de 7, relatou à reportagem que o filho mais velho tentou se defender das agressões colocando a mão na frente no rosto e acabou sendo puxado pelos cabelos. As outras duas crianças foram agredidas com tapas na rosto.
O menino de 13 anos e os outros dois, de 7 e 8 anos, foram colocadas dentro do porta-malas do carro do militar e deixados na rua de trás da casa onde moram. O adolescente de 12 anos foi obrigado a buscar a vassoura que havia ficado caída na rua.
"Ele já desceu do carro xingando e chamando os meninos de trombadinha. Eles chegaram em casa assustados, chorando. O policial também disse para as crianças não contarem nada a ninguém", contou a mãe. Segundo a mulher, moradores do bairro flagraram a ação.
Nesta manhã, as duas mães procuraram a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro e denunciaram o caso. Elas foram encaminhadas para a DEPCA (Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente), onde os meninos serão ouvidos pelo setor psicossocial.
A assessoria da Polícia Militar respondeu, em nota, que sobre o fato não chegou nada "oficialmente ao conhecimento da Instituição, nem tão pouco foi localizado registro na Corregedoria da PMMS, até esta manhã, com essa narrativa. Nesse sentido, a Polícia Militar reforça a importância do registro do boletim de ocorrência, para que quaisquer atos possam ser investigados nas esferas comum e militar".
*Matéria editada às 12h48 para acréscimo de informações.
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