ManÃaco da Cruz foi encontrado em um hotel, no municÃpio de Horqueta, no Paraguai / Amambay NotÃcias
O jovem conhecido como ManÃaco da Cruz, de 21 anos, será transferido de Ponta Porã para Campo Grande, nesta quarta-feira (1º), segundo informações do delegado Alexandre Amaral Evangelista. O rapaz foi preso em Horqueta, Departamento de Concepción, no Paraguai, após ter sido reconhecido por um casal de paraguaios.
O ManÃaco da Cruz foi levado para a 2ª delegacia em Ponta Porã, a 346 km de Campo Grande, na segunda-feira (29) e mantido em separado dos demais presos. Ele foi entregue à s autoridades brasileiras no inÃcio da noite de segunda-feira (29) na cidade de Pedro Juan Caballero, fronteira do Paraguai com o Brasil em Mato Grosso do Sul. O rapaz havia fugido no dia 3 de março da Unidade Educacional de Internação (Unei).
O rapaz ganhou o apelido após matar três pessoas em 2008. Ele cumpriu três anos de medida socioeducativa na Unidade Educacional de Internação (Unei) de Ponta Porã, mas permaneceu no local por mais um ano. No perÃodo passou por perÃcia psiquiátrica que atestou que ele apresentava distúrbios e que poderia voltar a matar. Em 2012, a Justiça determinou que ele osse encaminhado para uma instituição psiquiátrica. O manÃaco fugiu da Unei no dia 3 de março deste ano, antes que a medida judicial fosse cumprida.
Prisão
O ManÃaco da Cruz foi preso pela PolÃcia Nacional do Paraguai na cidade de Horqueta, no Departamento de Concepción. Segundo a PolÃcia Civil, o jovem não tem registro de crimes no Paraguai. Ele foi detido porque estava em situação irregular no paÃs vizinho e depois foi deportado para o Brasil.
Caso
Aos 16 anos, de julho a outubro de 2008, o jovem matou três pessoas na cidade de Rio Brilhante, a 160 km de Campo Grande. Segundo informações da PolÃcia Civil, antes de serem mortas, as vÃtimas eram obrigadas a responder uma série de perguntas sobre o comportamento sexual delas. O jovem assassinava aquelas que ele julgava como ?impuras?. Ele ficou conhecido como ManÃaco da Cruz porque, após o crime, colocava os corpos em sinal de crucificação. No dia 10 de outubro daquele ano, foi apreendido e confessou os crimes.
Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o perÃodo máximo de detenção ao qual um adolescente está sujeito é de três anos. Quando o jovem completou 19 anos, a Justiça determinou que ele continuasse na Unei até passar por uma perÃcia psiquiátrica. O laudo constatou que o suspeito apresenta distúrbios de conduta e que é incapaz de conviver em sociedade, pois poderia voltar a matar.
Desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinaram, no dia 1º de março de 2012, que ele fosse encaminhado a uma instituição psiquiátrica, o que ainda não foi viabilizado. Foi estabelecido que, caso o governo não tenha uma instituição adequada para abrigá-lo no estado, deve pagar pela sua internação em uma clÃnica particular.
Tiros
A PolÃcia Civil de Ponta Porã abriu inquérito para apurar um disparo de arma de fogo ocorrido dentro da delegacia do ManÃaco da Cruz, na noite de terça-feira (30). Alexandre Amaral informou que ninguém ficou ferido e o policial que estava no local será ouvido. Antes de ser tranferido, o rapaz foi submetido a exame de corpo de delito, no Instituto Médico Legal (IML), e não ficou ferido, segundo o delegado.