Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco
Grupo que usava IA para forjar vaquinhas online com imagens de crianças é alvo de operação em cinco estados / Reprodução
Mato Grosso do Sul está entre os cinco estados onde a Polícia Civil cumpriu mandados da Operação Sophia, deflagrada nesta terça-feira (14) para desarticular um grupo criminoso suspeito de criar falsas campanhas de arrecadação na internet utilizando imagens de crianças com doenças graves. Em Dourados, um mandado de prisão preventiva foi cumprido contra um jovem de 26 anos.
Ao todo, a operação cumpriu 19 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco, com apoio das polícias civis locais. Até a divulgação do balanço inicial, 12 pessoas haviam sido presas.
Segundo informações divulgadas pelo UOL, as investigações apontam que os suspeitos utilizavam anúncios patrocinados nas redes sociais para atrair doadores. As publicações direcionavam as vítimas para páginas falsas que imitavam plataformas conhecidas de arrecadação, onde eram disponibilizados QR Codes e chaves Pix para o recebimento dos valores.
De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, a organização criminosa também utilizava empresas de fachada, intermediadoras de pagamento e domínios registrados no exterior para dificultar o rastreamento do dinheiro arrecadado.
As apurações indicam, ainda, que o grupo fazia uso indevido de imagens, vídeos e histórias reais de crianças em tratamento de doenças graves para sensibilizar possíveis doadores. O caso que deu origem à investigação envolveu uma criança com câncer, cuja família não autorizou a campanha e nunca recebeu os recursos arrecadados.
Os investigadores também apuram o uso de tecnologias como inteligência artificial, clonagem de voz, manipulação de áudio e vídeo (deepfake) e ferramentas para ocultar rastros digitais, o que teria aumentado o grau de sofisticação do esquema.
Até o momento, a polícia rastreou pelo menos R$ 294,5 mil relacionados à campanha falsa que originou o inquérito. Durante as investigações, também foram identificadas movimentações superiores a R$ 1,7 milhão em contas e empresas apontadas como integrantes da estrutura financeira da organização criminosa.
Além das prisões, a operação busca apreender celulares, computadores, documentos, cartões bancários e outros materiais que possam auxiliar no aprofundamento das investigações.
A Polícia Civil orienta que, antes de realizar qualquer doação pela internet, as pessoas confirmem a autenticidade da campanha diretamente com a família ou instituição beneficiada, verifiquem os dados do destinatário da chave Pix e desconfiem de publicações patrocinadas com forte apelo emocional.
PARABÉNS, AQUIDAUANA!
Aquidauana comemora 134 anos neste sábado (15) com tempo firme, temperaturas elevadas e nenhuma previsão de chuva
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Ofício da administração municipal apontou possíveis inconsistências em contrato com empresa investigada; à época, Secretaria de Governo questionou pagamentos, procedimentos médicos e aumento dos valores contratados
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