Um homem, de 21 anos, foi preso em Campo Grande por manter uma jovem, de 19 anos, e a filha dela, de 2 anos e 4 meses, em cárcere privado por cinco dias. O rapaz também é acusado de torturar a criança.
De acordo com o delegado Paulo Sérgio Lauretto, da DPCA (Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente), a mãe relatou à polícia que conhecia o rapaz de longa data e que recentemente, voltaram a se encontrar e estabeleceram um relacionamento amoroso. Na terça-feira (22), ela resolveu passar alguns dias na casa dele e levou a filha junto, mas acabou presa na casa, no bairro Jardim Balsamo.
?Na terça ocorreu tudo bem, na quarta-feira começou a sessão de horrores. A criança tinha vários hematomas, o rosto inchado tudo caracterizando o espancamento?, explica o delegado. Após as agressões, a mãe tentou defender a criança, mas também foi agredida. ?Toda vez que tentava proteger a filha, ela também era agredida?, acrescenta Lauretto.
Na sexta-feira (25), após as agressões contra a criança, a mãe convenceu o rapaz a deixá-la entregar a menina para a avó. A criança foi entregue e percebendo o espancamento, a avó levou para atendimento médico.
?A condição para levar a criança para avó era ameaça para não contar o que tinha acontecido. Quando a avó viu a criança bastante machucada se assustou e levou para o posto de saúde?, afirma o delegado.
A Polícia Civil também irá investigar se a criança foi vítima de abuso sexual. ?Após a criança para atendimento médico a médica sugeriu que fosse realizado também um exame para saber se houve violência sexual?, diz o delegado.
Mesmo entregando a filha, a jovem não conseguiu pedir ajuda para a mãe. Ela continuou em cárcere privado e na noite do sábado (26), o rapaz a levou para a casa da mãe dele. Na casa, a jovem conseguiu pediu ajuda para um amigo, por meio de uma mensagem de Wattaspp. No domingo (27), a Polícia Militar foi acionada para ir até o local e prendeu o homem.
O rapaz está preso na Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos) e a Polícia Civil espera que em 10 dias o inquérito esteja concluído.