Caso aconteceu por intermédio das equipes do Setor de Investigações Gerais (SIG) e da Equipe de Capturas da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM) de Campo Grande.
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por intermédio das equipes do Setor de Investigações Gerais (SIG) e da Equipe de Capturas da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM) de Campo Grande, prendeu, nesta segunda-feira (03), dois homens investigados pela prática de crimes cometidos no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.
A primeira prisão ocorreu em situação de flagrante delito. O investigado, de 38 anos, foi localizado em uma residência situada na Vila Manoel Taveira, logo após a vítima procurar a 1ª DEAM e relatar uma sucessão de graves episódios de violência ocorridos ao longo dos últimos meses.
Conforme o boletim de ocorrência, a vítima, mulher de 39 anos, informou que manteve relacionamento com o investigado por aproximadamente três anos e que já possuía registros anteriores de violência doméstica, além de medidas protetivas de urgência em vigor. Segundo seu relato, após o término do relacionamento, ocorrido no final de abril deste ano, o autor retornou à residência da vítima no início de maio e passou a permanecer no imóvel contra sua vontade, impedindo-a de sair desacompanhada, sob constantes ameaças de morte caso buscasse ajuda policial ou tentasse deixar o local.
A vítima ainda declarou que permaneceu privada de sua liberdade durante aproximadamente três meses, período em que sofria agressões físicas e psicológicas reiteradas. Relatou, também, que era obrigada a acompanhar o investigado quando ele saía para praticar furtos, oportunidade em que ele utilizava um porta-documentos de policial militar para intimidar terceiros.
Ainda conforme a ocorrência, a mulher afirmou que foi submetida, em diversas ocasiões, a relações sexuais sem seu consentimento, especialmente quando o investigado fazia uso de entorpecentes. O último episódio teria ocorrido em 31 de julho, quando teria sido obrigada, mediante violência, a praticar atos libidinosos e manter conjunção carnal contra sua vontade.

A vítima também narrou que, na noite de 2 de agosto, o agressor passou a ameaçá-la com um facão, afirmando que arrancaria seu pescoço e quebraria suas pernas. Na mesma ocasião, teria desferido golpes com a lateral da arma branca, além de derrubá-la ao solo, pisar em sua cabeça e provocar lesões aparentes em diversas partes do corpo. Na manhã desta segunda-feira (03), aproveitando um momento de distração do investigado, conseguiu fugir da residência, sendo auxiliada por uma mulher que passava pelo local de veículo e a conduziu até a Delegacia Especializada.
Diante da gravidade dos fatos, equipes da 1ª DEAM iniciaram diligências imediatas, localizando o investigado no imóvel indicado pela vítima. Ele recebeu voz de prisão sem oferecer resistência. Durante as buscas no local foi apreendido um porta-documentos pertencente à Polícia Militar, objeto que, segundo os relatos, era utilizado para intimidar vítimas durante a prática de crimes patrimoniais.
O homem foi autuado, em tese, pelos crimes de estupro, sequestro e cárcere privado qualificado, lesão corporal praticada contra mulher em contexto de violência doméstica, ameaça, injúria, descumprimento de medidas protetivas de urgência e usurpação de função pública.
Na segunda ação, as equipes cumpriram mandado de prisão preventiva expedido pelo Poder Judiciário contra um homem de 41 anos, investigado por reiterados crimes de violência doméstica. A pisão foi realizada em uma residência no bairro Guanandi.
Segundo os autos, a vítima foi casada com o investigado por aproximadamente vinte anos, tendo o relacionamento terminado em julho de 2025. Desde então, mesmo após a concessão de medidas protetivas de urgência, deferidas em dezembro de 2025 e regularmente cientificadas ao investigado, ele passou a descumprir reiteradamente as determinações judiciais, mantendo contato indevido, proferindo ofensas e ameaças de morte contra a ex-companheira.
De acordo com a investigação, em julho deste ano a vítima precisou manter contato com o ex-companheiro exclusivamente em razão de questões relacionadas aos filhos do casal, oportunidade em que passou a ser novamente insultada e ameaçada. Em 22 de julho, o investigado afirmou que iria matá-la. Dias depois, dirigiu-se ao estabelecimento comercial do atual companheiro da vítima, tentando convencê-lo, mediante informações falsas, de que ambos ainda mantinham relacionamento.
No dia 28 de julho, utilizando o perfil da filha menor de idade em rede social, o investigado realizou ligações para a vítima, ocasião em que voltou a ameaçá-la de morte, afirmando que iria esquartejá-la e incendiar seu corpo com gasolina, circunstâncias que evidenciaram risco concreto à sua integridade física e psicológica.
A representação pela prisão preventiva foi fundamentada no reiterado descumprimento das medidas protetivas, na escalada das ameaças e no elevado risco de reiteração criminosa, sendo a medida deferida pelo Poder Judiciário para garantir a ordem pública e preservar a integridade da vítima.
Os dois presos foram encaminhados à Delegacia Especializada para os procedimentos legais e permanecerão à disposição da Justiça.
PARABÉNS, AQUIDAUANA!
Aquidauana comemora 134 anos neste sábado (15) com tempo firme, temperaturas elevadas e nenhuma previsão de chuva
Operação Auditus
Ofício da administração municipal apontou possíveis inconsistências em contrato com empresa investigada; à época, Secretaria de Governo questionou pagamentos, procedimentos médicos e aumento dos valores contratados
Voltar ao topo