30 de setembro de 2020
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Policial

Servidor de MS há 20 anos, funcionário desviava e revendia materiais do governo

Ele se apropriava de materiais de escritório e lucrava com isso

13 AGO 2020 - 11h04min
Da Redação

Inquérito policial instaurado pela 3ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, para apurar crime de peculato cometido na Sefaz – Secretária do Estado de Fazenda, resultou na prisão de servidor lotado na pasta há mais de 20 anos. A investigação apontou que houve denúncia de várias pessoas, inclusive de vizinhos do servidor, de que ele realizava descarga de materiais desviados do órgão público.

Durante as diligências, a Polícia Civil conseguiu imagens comprovando os fatos ilícitos praticados pelo servidor. A autoridade policial realizou pedido de busca e apreensão domiciliar, que foi deferido pelo juízo criminal da 1ª vara de Campo Grande.

Na manhã desta quinta-feira (13), policiais da 3ª DP realizaram o cumprimento de busca e apreensão onde recolheram várias cargas de papel sulfite e produtos de almoxarifado. O autor aproveitava o uso de carros públicos para fazer o transporte do material. Um veículo oficial também foi apreendido.

O funcionário público, que está lotado há mais de 20 anos na Secretaria de Fazenda, confessou o crime e disse que desviava grandes quantidades de resmas de papel sulfite há mais de 2 anos, e as revendia para gráficas e editoras da Capital. Ele afirmou ainda que já possuía uma rede a qual fazia o abastecimento, gerando uma “renda extra”, e justificou a ação por ter problemas de saúde, bem como sua esposa.

Além de material de provenientes de órgãos públicos como canetas e papéis de envelope, os policiais apreenderam ainda, R$ 4 mil em espécie. Ele afirmou que parte do dinheiro resultou das vendas destes produtos.

De acordo com o delegado Ricardo Bernadinelli, responsável pela conclusão do caso, o servidor público foi indiciado pelo crime de peculato – que é o crime contra a administração pública praticado por servidor público - na modalidade desvio. Ele afirmou ainda que espera concluir a investigação o mais breve possível para encaminhar ao judiciário.

“A investigação prossegue, porém ele não foi preso pois não estava em situação de flagrante e responderá ao processo em liberdade, mas já foi indiciado na data de hoje e o dinheiro vai ficar à disposição da justiça. Condenado, ele pode pegar uma pena de até 12 anos de prisão”, explicou.

“Esperamos uma condenação exemplar por esperar o zelo com a coisa pública. Como servidor público o exemplo tem que ser dado. Todo mau uso de bens públicos, do desvio, da apropriação, ela tem que ser extremamente reprimida para se dar o exemplo para a sociedade”, defendeu o Delegado.

 

 

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