Suspeito de tentar fraudar a prova do vestibular para o curso de Medicina da Universidade Anhanguera/Uniderp, um grupo de 23 pessoas foi detido na manhã deste domingo (10). Eles estavam com pontos eletrônicos, entre outros dispositivos escondidos pela roupa. Entre os detidos, um adolescente de 17 anos. Os outros 22 têm idades entre 18 e 27 anos.
Após duas horas de prova, quando as primeiras pessoas começaram a sair, os portões foram fechados o que obrigou todos a passarem pelo exame de otoscopia, que avalia visualmente o canal auditivo externo e do tímpano, teste efetuado com a ajuda de instrumentos específicos, como os usados para detectar doenças auditivas. Professores e alunos do curso de Medicina da faculdade participaram da fiscalização.
De acordo com o coordenador de planejamento de curso, Antônio Carlos Carbonaro Salles, o esquema de fiscalização foi proposto por professores que vêm ao longo dos anos questionando o rendimento dos alunos no curso.
Através de uma foto tirada de cada candidato ao entrar na sala, também será possível comparar depois, durante a matrícula, se o aluno é o mesmo que fez a prova. Isso evita que pessoas pagas realizem o vestibular no lugar de futuros acadêmicos.
Confissão
Em depoimento, os alunos informaram que pagaram pelos pontos eletrônicos valores entre R$ 1,8 mil e R$ 5 mil. Os suspeitos foram levados a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro, onde o caso será investigado. Eles serão enquadrados por utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a outrem ou de comprometer a credibilidade do certame, conteúdo sigiloso como de concursos públicos; avaliação ou exames públicos; processo seletivo para ingresso no ensino superior ou exame ou processo seletivo previsto em lei. A pena pode variar de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.