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Ao ser preso, deputado desacata policial que lhe pede para usar máscara

Daniel Silveira se recusou a colocar o equipamento de proteção ao chegar no Instituto Médico Legal (IML) para passar por exame de corpo de delito

Daniel Silveira se recusa a colocar máscara ao chegar no IML / Reprodução

Ao dar entrada no Instituto Médico Legal (IML) para passar por exame de corpo de delito antes da prisão, o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) desacatou uma policial civil que lhe pediu para colocar a máscara de proteção facial contra o novo coronavírus. A discussão foi filmada por um assessor parlamentar.

Após perceber que o deputado estava sem o equipamento, obrigatório em locais públicos do Rio de Janeiro desde junho, a servidora avisa: “Para a nossa proteção e para a sua também, aqui dentro tem que usar máscara”.

Inicialmente, ele se recusa a cumprir a orientação. “A senhora não manda em mim não. Está achando que está falando com vagabundo? Meu irmão, a pior coisa é militante petista”, reage.

Diante da insistência da policial, o deputado sobe o tom. “E se eu não quiser botar? Se a senhora falar mais uma vez eu não boto. Se falar mais uma vez eu tiro”, diz. “A senhora é policial civil, eu também sou polícia, e aí? E sou deputado federal, e aí? A senhora não conhece a porra da lei, não?”, afirma ainda na discussão.

Na manhã desta quarta, 17, o advogado André Rios minimizou o ocorrido. Segundo ele, Daniel Silveira ‘tem laudo médico que dispensa o uso de máscara’. Ele acrescentou ainda que a discussão pode ter sido motivada pelo ‘calor do momento’ de ‘uma prisão ilegal’. Para Rios, a postura não tem qualquer impacto na acusação que sofre o deputado. “Cabe à funcionária, se ela realmente se sentiu ofendida, de tomar as medidas legais”, considerou.

Preso em Petrópolis, na região serrana do Rio, no final da noite de terça-feira, 16, Daniel Silveira foi levado para a Superintendência da Polícia Federal na capital. A ordem para a detenção partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de um vídeo em que o parlamentar defende o AI-5, instrumento de repressão mais duro da ditadura militar que fechou o Congresso Nacional, e a destituição de ministros tribunal. O caso ainda será analisado pelos plenários do próprio STF e da Câmara dos Deputados.

 

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