Parlamentares de MS criticam carta que propõe taxar em 50% produtos brasileiros e defendem resposta à altura pela lei da reciprocidade
Fachada da entrada principal da Assembleia / Wagner Guimarães, ALEMS
Em sessão ordinária realizada nesta quinta-feira, deputados sulmatogrossenses repercutiram a carta enviada pelo expresidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual ameaça taxar em 50% produtos brasileiros.
O documento motivou manifestações de parlamentares de diferentes partidos, que classificaram a proposta como ataque à soberania nacional e retaliação política.
O deputado Pedro Kemp (PT) classificou a iniciativa como “verdadeira afronta” e “tentativa de intimidação” ao Supremo Tribunal Federal, responsável pelo julgamento, conforme a Constituição, de envolvidos no ataque aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Segundo Kemp, a providência busca punir o Brasil por decisões judiciais independentes, numa clara “bravata” voltada a enfraquecer a presença brasileira em fóruns globais.
Para Kemp, o real motivo da medida seria a crescente influência de economias emergentes, como Brasil e China, no mercado internacional – especialmente após a reunião do BRICS realizada no país. “Os EUA percebem que estão perdendo sua hegemonia e tentam reagir com barreiras comerciais”, afirmou, citando já reflexos na cotação do dólar e nas bolsas de valores um dia após o anúncio da carta.
O deputado Pedrossian Neto (PSD) também externou preocupação com a possível tarifa de 50%. Ele lembrou que o Brasil e os EUA integram desde 1947 acordos comerciais que proíbem discriminações e garantem tratamento isonômico às nações mais favorecidas. “É urgente retomar um comércio baseado em regras, não na força”, defendeu, acrescentando que a política de reciprocidade já aprovada pelo Congresso permitirá resposta “à altura”.
Na avaliação do presidente da Assembleia, Gerson Claro (PP), o tom das relações comerciais não é inédito, mas foi elevado a tema ideológico no Brasil. Claro destacou trecho final da carta em que Trump oferece diálogo e flexibilidade:
“Se o senhor abrir mercados e eliminar barreiras não tarifárias, poderemos considerar um ajuste nas tarifas. O senhor nunca ficará decepcionado com os EUA”.
O deputado ressaltou que cabe ao governo brasileiro buscar equilíbrio e conduzir as negociações com bom senso.
Por fim, o deputado João Henrique (PL) apontou que a retaliação americana reflete um movimento global da direita, mas advertiu para a necessidade de revisar parcerias internacionais e fortalecer os verdadeiros aliados do Brasil. Segundo ele, a “lei da reciprocidade” pode servir de instrumento para redefinir acordos e assegurar o respeito à democracia e ao livre comércio.
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