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Para discutir um plano integrado que permita melhorar a infraestrutura e garantir a produção, através do estímulo a agricultura familiar, nos assentamentos de Mato Grosso do Sul, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) e o deputado federal Vander Loubet (PT-MS) se reuniram nesta no início desta semana, na sede da Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Campo Grande, com dirigentes de órgãos federais e representantes dos movimentos sociais.
"São 170 assentamentos onde vivem hoje cerca de 30 mil famílias que têm toda condição de se sustentar desde que sejam oferecidas condições para isso. O mercado consumidor para os produtos que vêm dos assentamentos está totalmente aberto. O que a agricultura familiar produzir vende", argumentou o superintendente do Incra, Celso Cestari, anfitrião do encontro. "Antes de tudo temos que garantir três coisas básicas aos assentados: estradas internas, água e casas", explicou.
De acordo com o deputado Vander, já existe um esforço para o atendimento dessas demandas. No entanto, o parlamentar acredita que a união de esforços entre as instituições e os entes federativos pode acelelar o processo. "As parcerias são fundamentais, não pode haver ações isoladas. O atendimento às reivindicações das famílias assentadas envolve um trabalho que passa pelas três esferas [municipal, estadual e federal] e por várias autarquias e entidades, além da nossa bancada em Brasília", explicou.
O senador Delcídio destacou que a bancada de MS vai se mobilizar em Brasília. "Vamos nos reunir com o ministro Pepe Vargas [Desenvolvimento Agrário] para discutir essas reivindicações e atendê-las a curto, médio e longo prazo, dentro de uma escala de prioridades.Vamos definir o que se pode fazer até o final do ano e garantir, através de emendas ao Orçamento Geral da União, o que será feito em 2014 e nos anos seguintes", propôs.
Também estiveram presentes ao encontro os superintendentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Antônio Dotta; do Ministério da Pesca, Luiz David Figueiró; e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Pedro Teruel, além de técnicos dos ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Agrário e de representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Federação da Agricultura Familiar (FAF). Além dos 170 assentamentos existentes, um novo será implantado até o final do ano, o que totaliza 171 projetos de reforma agrária em Mato Grosso do Sul.