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Política

Lula critica viagem de pré-candidatos da oposição

Em meio a críticas de que está usando a máquina do governo para promover o nome da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira, 19, as viagens de governadores que estão em disputa pela Presidência. Dilma é a preferida do presidente para sua sucessão, em 2010. "Acho que a oposição deveria se preocupar com o seguinte: por que os governadores, que são candidatos a presidente, estão viajando o Brasil e fazendo campanhas em outros Estados?", questionou. "Eles deveriam ficar nos seus Estados", concluiu.


Em entrevista à Rádio Clube de Natal após visita à Refinaria de Petróleo Clara Camarão, Lula ainda defendeu as viagens da ministra que coordena obras do seu governo. "Ora, eles (governadores) têm menos direito de viajar do que uma ministra que tem que pelo menos fiscalizar as obras que ela coordenou o tempo inteiro", disse o presidente em referência à ministra Dilma, provável candidata do PT à Presidência da República.


Caetano


O presidente rebateu ainda as críticas do cantor Caetano Veloso, que o chamou de analfabeto numa entrevista ao Estado. "Eu queria ser economista ou advogado, que fala bonito", disse Lula, em discurso numa refinaria da Petrobras. "Jamais Caetano chamaria um advogado de analfabeto, (advogado) é um letrado." No discurso de improviso, Lula também criticou o senador oposicionista José Agripino Maia (DEM-RN). Sem citar o nome do adversário, o presidente disse que, em 1993, quando Agripino governava o Rio Grande do Norte, a Petrobras furou um poço que tinha grande quantidade de água. E, como buscava óleo, a empresa sugeriu ao governador que colocasse uma bomba para aproveitar a água. Agripino não colocou a bomba, segundo Lula.
Em seguida, Lula chegou a ironizar o "coronelismo" potiguar. "Aqui tem coronel A, B e C", disse. "É tudo parente."


No palco estavam dois representantes das principais oligarquias do Rio Grande do Norte - os Alves e os Maias. A própria governadora Wilma de Faria entrou na política em 1979 como secretária do ex-governador Lavoisier Maia, que era seu marido à época. Outro que estava no palco era o deputado Henrique Alves (PMDB-RN), representante da oligarquia dos Alves.

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