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Política

Marina nega pressão para ir além da sustentabilidade

A senadora e pré-candidata à Presidência da República, Marina Silva (PV-AC), disse nesta quinta que não se sente pressionada a ampliar o debate para além das questões de sustentabilidade na medida em que se aproxima o período eleitoral. "Desconheço esse tipo de pressão. O que está havendo é um diálogo entre o PV e o PSOL. Estamos dizendo desde o início que não vamos fazer um cálculo pragmático. Vamos fazer uma discussão para ver se é possível caminharmos juntos", explicou.


Segundo a ex-ministra do Meio Ambiente, o PV resolveu criar um programa de governo e por isso está lançando candidatura própria para a sucessão no Palácio do Planalto. Para a senadora, a sustentabilidade envolve outras áreas. "Não há como discutir sustentabilidade sem discutir economia. O Brasil está assumindo metas de redução de emissões de poluentes, porque sabe que esta é um questão econômica, senão corre o risco de perder competitividade", alertou.


Marina afirmou que a comissão que discutirá uma eventual aliança entre o PV e o PSOL para o pleito de 2010 será integrada por membros das duas siglas e ainda está sendo formada, mas que líderes das legendas devem se reunir em breve. A senadora voltou a negar tratativas para ter a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) como candidata a vice-presidente.


Sustentabilidade foi o tema de duas palestras proferidas nesta quinta pela senadora durante intensa agenda em São Paulo. O primeiro evento foi na Expo Brasil Desenvolvimento Local, no Parque Anhembi. A cerimônia teve atraso de uma hora causado por um apagão. Segundo a organização, a falta de luz foi provocada por uma sobrecarga na energia elétrica. Logo depois, Marina participou de Colóquio Internacional do Núcleo de Estudos Fiscais da Fundação Getúlio Vargas (FGV).


Nas duas palestras, Marina voltou a defender mudanças no modelo de desenvolvimento econômico e criticou "o crescimento pelo crescimento". "A crise ambiental é maior que a crise econômica. O desvio para o abismo tem de ser revertido o mais rápido possível." Questionada depois se estaria otimista com o tratamento que é dado às questões que envolvem mudanças climáticas, Marina se esquivou. "Não diria que estou otimista, mas sou persistente. Se persistimos naquilo que precisa ser feito, posso até ficar otimista."


A agenda da presidenciável prossegue na noite de hoje. Ela será recebida em um jantar, no Jardim América, pela socialite Ana Paula Junqueira, recém filiada ao PV. Participarão do evento membros do partido e empresários. Ana Paula é casada com o bilionário suíço Johan Eliasch, que, de acordo com reportagem recente do jornal inglês "The Independent", possui uma área de 140 mil hectares na Amazônia. Nesta sexta (27), Marina visita Jaú e Bauru, no interior de São Paulo, onde cumpre agenda de palestras e entrevistas.

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