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Presidência

Simone tem apenas um adversário na disputa interna do MDB pelo Senado

Se conquistar a indicação, senadora enfrentará candidato apoiado por Bolsonaro e Alcolumbre

Senadora Simone Teber / Marcos Oliveira/Agência Senado

A senadora por Mato Grosso do Sul, Simone Tebet, aumentou suas chances para ser a candidata do MDB à presidência do Senado Federal. Segundo o site Congresso em Foco, dois outros postulantes do partido abandonaram a disputa.

Os líderes do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (PE), e no Congresso Nacional, Eduardo Gomes (TO), desistiram. Agora, Simone tem apenas Eduardo Braga (AM), líder da bancada, como adversário na agremiação.

Bezerra Coelho informou aos colegas, conforme a CNN Brasil, a sua desistência após o presidente da República, Jair Bolsonaro, reforçar seu apoio a Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que também tem o endosso do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Pacheco já tem o apoio do PSD (11 senadores), Pros (3) e Republicanos (3). Já Simone ainda não tem nenhuma bancada ao seu lado, mas o bloco do PSDB (7) e Podemos (10) está tendendo a caminhar com ela, como Simone adiantou ao Jornal Midiamax na semana passada.

O PT ainda discutir quem apoiará, mas de acordo com o jornal Folha de S.Paulo, Pacheco deve levar os votos. A análise dos petistas é que já apoia o bloco do MDB na Câmara, o que poderia colocar a legenda no comando das duas casas. O PT ainda se ressente com o processo de impeachment de Dilma Rousseff.

O amazonense tem maior simpatia dos petistas, mas podem tornar ainda mais viável a candidatura da sul-mato-grossense caso optem por seu nome.

Com Simone e Braga na disputa, os emedebistas caminham para ter uma candidatura mais independente do Palácio do Planalto. O partido deve deliberar sobre quem vai concorrer na quinta-feira (15).

Representação

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Simone destacou que sua eventual vitória será um misto de sentimentos.

“Agora, em um degrau superior, sinto o mesmo que quando assumi, como a primeira mulher, a presidência da CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] do Senado: um misto de orgulho pelo fato e de indignação com a história. Afinal, não deixa de ser mais um exemplo de como a mulher brasileira demorou tanto a ocupar espaços de poder no nosso país. Somos a maioria da população, dos eleitores, dos estudantes universitários, e o timbre de voz da direção maior do Legislativo brasileiro continua sendo masculino. A galeria de fotos dos ex-presidentes do Senado é devedora com as mulheres brasileiras”, afirmou.

Como também adiantou ao Jornal Midiamax, a senadora frisou que sua atuação caso seja eleita por seus pares será marcada pela independência.

“Defendi todas as teses e votei favorável a tudo o que, no meu julgamento e segundo a minha consciência, é bom para o país. Estão errados os que julgam que a independência fere a harmonia. Ao contrário, porque a dependência é que fere a democracia. Os três poderes saem fortalecidos, se obedecidos esses dois postulados”, explicou.

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