Fronteira
Testemunha da morte de Tatá Gregol, Wilian Manrubia Gomes foi executado na noite de ontem em Amambai
Ana Carolina de Alencar Cozzatti
Publicado em 11/09/2019 às 14:11
Atualizado em 10/09/2026 às 14:04
Wilian Manrubia Gomes, 41, o Nicolau, executado a tiros por pistoleiro na noite de ontem (10) em Amambai, a 360 km de Campo Grande, era testemunha do assassinato do pecuarista Luiz Carlos Gregol, o “Tatá”, apontado como um dos chefões do tráfico de drogas na fronteira com o Paraguai.
Foi a polícia que descobriu o fato ainda na noite de ontem, hora depois da execução de Wilian Gomes, ocorrida na Rua José Luiz Sampaio Ferraz, na Vila Gisela, em Amambai.
O nome dele aparece no boletim de ocorrência 1545/2018 como testemunha do assassinato de Tatá Gregol. O pecuarista foi executado por pistoleiros dentro de sua caminhonete no dia 5 de novembro do ano passado, no centro de Amambai.
Policiais da fronteira afirmam que Tatá estava envolvido em uma guerra com o Bando do Zacarias, um dos traficantes mais temidos da região de Paranhos, cidade a 469 km da Capital e a 100 km de Amambai, em região também dominada pelo narcotráfico.
Candidato a vereador pelo DEM em Maracaju em 2008, quando teve 147 votos, Wilian Gomes, segundo informações levantadas pela polícia, trabalhava com venda de veículos em Amambai. A ex-mulher relatou à polícia que Wilian tinha muitas dívidas.
Por volta de 19h20 de ontem, ele estava em frente à sua casa quando foi surpreendido pelo pistoleiro e atingido por vários de pistola calibre 9 milímetros.
Socorrido ao hospital local pelo Corpo de Bombeiros, ele morreu em seguida. A polícia recolheu quatro cápsulas de pistola 9 milímetros no local do crime. O médico de plantão que atendeu a vítima informou aos policiais que Wilian foi atingido por três tiros.
Câmeras – Testemunhas relataram à polícia terem visto deixando o local do crime um homem de estatura baixa e usando camiseta vermelha e boné branco. Ele correu em direção à Rua Benjamin Constan e no cruzamento com a Rua José Alves Cavalheiro teria entrado em carro escuro que deixou o local em alta velocidade.
Os policiais civis fizeram buscas nos arredores do local do crime e verificaram imagens de câmeras de segurança instaladas na rua mostrando o pistoleiro entrando em um Gol branco. Até agora não há outras pistas dos matadores.
Tatá Gregol – Na tarde de 5 de novembro do ano passado, o pecuarista Luiz Carlos Gregol, o Tatá, foi executado a tiros quando circulava pela área central em sua caminhonete Toyota Hilux prata. Apontado como membro do crime organizado na fronteira com o Paraguai, Tatá era suspeito de ter ordenado a chacina com cinco mortos e dois feridos, em 19 de outubro de 2015, em Paranhos.
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