Ontem (28), em reportagem, foi divulgado no site O Pantaneiro que uma amiga próxima ao coordenador das Escolas Pantaneiras Jucinei de Almeida, que morreu com suspeita de dengue hemorrágica, estava revoltada com o atendimento que ele recebeu no Hospital Funrural de Aquidauana. Segundo ela, ele não poderia ter recebido alta, já que não estava bem.
Em entrevista hoje (29), o diretor do Hospital Funrural, Eulálio Abel Barbosa, afirmou que todos os procedimentos padrões foram adotados até a data da alta do paciente.
Ele mostrou o prontuário onde consta que o professor deu entrada no último dia 19 encaminhado do Pronto-Socorro, com dores abdominais, vômitos, náuseas, e outros sintomas indicando a suspeita de dengue.
De acordo com a diretora de enfermagem Patrícia Marques Magalhães, os exames que o coordenador levou estavam com alterações, e foram solicitados novos exames para análise do quadro clínico. ?Ele alegou que fazia dias que não estava bem, que estava procurando atendimento médico até ser encaminhado pra cá?, disse.
Nos novos exames realizados pelo Hospital, as plaquetas do professor não estavam baixas. ?O valor normal de plaquetas no sangue adulto é em média, de 150.000 a 600.000 por microlitro de sangue, as de Jucinei estavam em 160.000, estavam normais?, afirmou Patricia.
Com o quadro estabilizado, pressão e temperatura normais e ausência de vômitos, o paciente foi liberado após ficar três dias internado, orientado a se recuperar em casa e retornar caso não se sentisse bem.
O caso - No último dia 19, o professor procurou o Hospital Funrural de Aquidauana com forte dor cabeça e vômito. Ele ficou internado no local até o dia 22, quando recebeu alta médica. Segundo a amiga da família, Jucinei foi para casa passando mal. Nesta data, ainda com sintomas, mas acompanhados de desmaios, foi levado para o Hospital Regional do município, sendo internado de imediato na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
O resultado dos exames saiu na sexta-feira (24) e segundo a amiga do professor, foi diagnosticado dengue hemorrágica. Na segunda (27) através de uma tomografia foi atestada hemorragia, sendo transferido às pressas para a Santa Casa da Capital.
Como havia um coagulo no cérebro, o hospital informou, por meio da assessoria de imprensa, que o professor sofreu um AVC (Aneurisma Vascular Cerebral). Nem a Santa Casa e nem o Hospital de Aquidauana confirmam o diagnóstico.