A doença do mormo, que se desenvolve principalmente em cavalos, pode ser transmitida ao homem e levá-lo à morte em poucas semanas. Em Mato Grosso do Sul três casos da doença em animais foram confirmados e chamou a atenção de entidades da área.
"A transmissão se dá pelo contato direto com o animal doente, manifestando-se no homem de forma aguda ou crônica. Em ambos os casos, se não tratado, o processo evolui até a morte do paciente?, disse o presidente do conselho João Vieira de Almeida Neto.
Conforme informações da entidade, a forma aguda da doença, após os sintomas de febre, forma-se um nódulo ou uma ulceração com linfangite regional no lugar da inoculação. Em seguida surgem pequenos nódulos e pústulas vermelho-azuladas em outras áreas do corpo, que chegam a evoluir até a formação de úlceras profundas. A pessoa infectada pode morrer dentro de até 4 semanas.
Na forma crônica da doença, localizada, quase sempre na pele, aparecem isolados nódulos e pequenas úlceras. O processo pode evoluir para o estado agudo ou evoluir de forma crônica até a morte.
Quando detectada a doença nos animais, a propriedade rural deve ser interditada para saneamento e os bichos sacrificados imediatamente.
Casos - A Iagro (Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) informou que em decorrência do resultado laboratorial positivo do dia 26, em área rural da cidade de Bela Vista, indicou e deslocou equipe de profissionais para realizar o sacrifício dos três animais que apresentaram resultado positivo aos testes laboratoriais.
Doença - O mormo é uma enfermidade bacteriana infectocontagiosa grave que acomete principalmente os equídeos, podendo também acometer os carnívoros, os pequenos ruminantes e até o homem. A principal via de infecção é a digestiva, podendo ocorrer também pelas vias respiratória, genital e cutânea. Os estábulos coletivos são potenciais focos de disseminação da infecção e também pode ocorrer à contaminação pela ingestão de alimentos ou águas contaminados.
Com informações de Juliana Rezende