Formulações de baixa dosagem são indicadas após o retorno à atividade sexual
Após o tempo de resguardo quando a mulher começa a retomar a atividade sexual, é importante que se pense em métodos contraceptivos para evitar uma gravidez emendada. Mas muitas mulheres têm dúvidas em relação a qual anticoncepcional tomar na fase da amamentação ou se existe algum risco para o bebê.
O primeiro passo é informar ao médico sobre o retorno à vida sexual e pedir pela indicação do medicamento adequado. Na fase da amamentação são indicados anticoncepcionais formulados com apenas um hormônio, geralmente a progesterona sintética. A progesterona é um hormônio que não afeta o período da amamentação.
Os anticoncepcionais indicados tanto podem ser orais quanto injetáveis, mas vale lembrar que os injetáveis têm efeito no organismo por três meses e se a mulher não tiver boa aceitação ao medicamento, poderá ter sintomas desagradáveis por tempo prolongado. Mesmo com indicação médica, apenas a mulher poderá decidir sobre qual seria o melhor método de contracepção.
De acordo com o Manual de Anticoncepção da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) a escolha de um método anticoncepcional deve ser realizada mediante avaliação clínica da paciente e, mesmo se o método apresentar algum risco, apenas o médico poderá avaliar se os riscos são consideravelmente menores que os benefícios e se aquele método pode ser adotado.
Quais os efeitos colaterais?
O portal sobre assuntos em torno da maternidade, Trocando Fraldas conheça, explica que como qualquer anticoncepcional, podem surgir efeitos colaterais como: sonolência, sensibilidade nos seios, alterações no peso (aumento ou diminuição) e até mesmo o sangramento de escape (efeito colateral comum em casos de pílula de progesterona). Em caso de sangramento de escape com característica de ‘borrões marrons’ que durem por alguns dias e se repita por pelo menos dois meses, é importante que o médico seja informado para o reajuste da dosagem ou indicação de outra marca.
Algumas mulheres também podem sentir dores nas pernas, sensação de inchaço ou até mesmo enjoos. Efeitos colaterais que se tornem incômodos a ponto de prejudicar o bem-estar da mulher, devem ser repassados ao médico. Há mulheres que não apresentam boa tolerância a anticoncepcionais orais e injetáveis e nesses casos, outros métodos contraceptivos podem ser discutidos. Leia também: Uso da pílula anticoncepcional ainda gera dúvida entre as mulheres
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