Triste...
“Às vezes me vejo triste, porque não sei se estarei viva lá na frente!”
Quando ainda estava em luto com a perda da mãe, no dia 7 de novembro de 2016, Luciana Almeida, paranaense de Umuarama, leitora de O Pantaneiro, revelou ao seu médico que estava sentindo algo estranho no seio. Exames diagnosticaram a existência de um tumor. Em outras palavras, ela estava com câncer de mama.
“Fiquei abalada”, relembra Luciana, confirmando estudos que dizem que receber um diagnóstico de câncer não é fácil para os pacientes e familiares, pois a notícia por si já carrega uma sobrecarga psicológica significativa, podendo desencadear sentimentos de medo, angústia e desamparo. Muitos chegam vincular a situação à morte.
Humana, sujeita as fraquezas de todos os mortais, ela confessa que muitas vezes, deste tempo para cá, se sentiu triste, por mais que tenha o apoio do esposo, dos filhos, familiares e amigos. “Fico assim, porque meu futuro é incerto, não sei se estarei viva lá na frente”, diz. Mas, paradoxalmente, experimenta momentos de esperança, especialmente quando exercita a fé.
Nesta semana, Luciana teve uma boa notícia. Começa a fazer quimioterapia nesta quinta, 23, no Hospital do Câncer de Cuiabá, no Mato Grosso, lugar onde poderá ser cuidada por familiares. Ao receber a informação, colocando fim a uma grande angústia, ela registrou: “Enfim, mais uma notícia boa. Quinta feira vou tomar minhas primeiras cotinhas de cura, em nome de Jesus!”.
E se a fé ou uma postura de esperança em situações limites como a de Luciana tem um peso significativo nos casos de reversão do avanço de doença tão cruel como o câncer, este elemento não lhe falta. No seu face, nesta terça, ela registrou: “Obrigado Senhor, pela oportunidade de lutar por minha vida!”.
Indagada sobre as lições que ficam deste momento dramático, indica a união de forças com outras mulheres que vivem a mesma situação. “Fiz amizade com algumas e isto tem permitido que a gente se redescubra, permite que uma nova pessoa renasça”, observando que muitas coisas do seu “eu” tem mudado. “Para sermos curadas, abdicamos de muitas coisas, uma delas a vaidade”, conclui.
FAUNA PANTANEIRA
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BR-262
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