Aquidauana tem registrado as maiores temperaturas de Mato Grosso do Sul
Daniele Valentin
Publicado em 21/09/2017 às 10:00
Atualizado em 10/09/2026 às 13:57
Uma idosa de 79 anos morreu na noite desta quarta-feira (20) vítima de um suposto infarto. A moradora do Bairro Alto, identificada como Angela Marçal, foi encontrada sentada em uma cadeira de fio e moradores acreditam que o calor possa ter contribuído com o ataque cardíaco.
A idosa que morava com o marido já estava com exames marcados para Campo Grande, pois estava bastante debilitada. Por volta das 19h30, o marido tentou conversar com a idosa, mas percebeu que ela não respondia mais. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas no local constatou com a morte.
A irmã da vítima, que mora ao lado da residência, contou que chegou a ver a irmã no período da tarde, e que ela não se sentia bem. Não há nada confirmado por um especialista, mas moradores de Aquidauana acreditam que o calor contribuiu.
Aquidauana tem atingido as temperaturas máximas de 35°C a 40°C, diariamente. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alertas de baixa umidade relativa do ar durante toda a semana. O Instituto orienta que a população beba muita água e evite exposição solar nos horários mais quentes.
Riscos
Pessoas com doenças cardiovasculares devem redobrar os cuidados nesta época do ano. O calor pode aumentar os riscos de infartos e derrames. Com temperaturas que chegam aos 40 graus, as pessoas perdem mais líquido.
Em entrevista ao G1MA, o cardiologista Luiz Bezerra Neto, afirmou que o sangue fica viscoso, com uma presença maior de substâncias como o colesterol. O que aumenta o risco de obstruções dentro dos vasos. O calor também provoca oscilações na pressão arterial.
Ao Blog Coração Alerta, o Dr. Abrão Cury, cardiologista e clínico geral do HCor (Hospital do Coração), em indivíduos que não apresentam problemas cardíacos, esse processo resulta em possíveis casos de queda da pressão arterial, além de desidratação, que gera desmaio, tontura e arritmia cardíaca.
Segundo o médico, para os fumantes, o problema pode ser ainda maior. “Com a baixa pressão interna, a oxigenação das células é menor. Inalando fumaça, ela reduz ainda mais. O risco de um fumante ter problemas cardiovasculares aumenta de três a cinco vezes, variando de acordo com a quantidade que se fuma”.
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