Demissões tiveram um aumento de 600%, já que em 2016 apenas dois médicos foram demitidos
Daniele Valentin
Publicado em 06/10/2017 às 07:30
Atualizado em 10/09/2026 às 13:59
O Sinmed (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul) divulgou nota de repúdio a 14 demissões de médicos da Santa Casa de Campo Grande somente em 2017. A entidade alega que o presidente declarou ‘guerra’ contra os profissionais e convocou manifestação para às 17h, desta sexta-feira (6), no saguão do hospital.
Os dois últimos demitidos, segundo o Sinmed, foram José Mauro Pinto de Castro Filho, João Batista Botelho de Medeiros. Conforme o documento, essas demissões tiveram um aumento de 600% se comparado ao mesmo período do ano passado, no qual apenas dois médicos foram demitidos.
A associação questiona a quantidade de desligamentos em meio a uma “crise financeira” pela qual a gestão do hospital alega estar passando, tendo em vista, que tais demissões somam indenizações, legalmente previstas, de mais de um milhão de reais.
Os médicos se dizem perseguidos e reiteram a quantidade de denúncias que chegam ao Sindicato sobre a forma abusiva de tratamento.
O Sindicato ressalta, que Esacheu Nascimento, presidente do hospital, ao que parece, declarou guerra aos médicos, determinando que alguns empregados ajam de maneira execrável e injusta com a categoria, além de não arcar com a obrigação de pagar em dia o salário dos empregados em geral e em especial dos médicos, que são sempre os últimos a receber seus haveres.
Manifesto
Hoje, sexta-feira, às 17h a concentração ocorrerá no saguão da Santa Casa e todos os médicos estão convocados.
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