De acordo com o Secretário de Saúde de Aquidauana, Eduardo Moraes, os números apontam uma melhora significativa no atendimento
Schimene Duque Weber
Publicado em 05/12/2017 às 15:51
Atualizado em 10/09/2026 às 14:00
Os maiores hospitais do município, Hospital Funrural e Hospital Regional de Aquidauana, nos últimos dois meses, já realizaram mais de 150 cirurgias eletivas, que são aquelas que não necessitam de urgência, uma vez que o paciente, nesses casos, encontra-se estável.
De acordo com o Secretário de Saúde de Aquidauana, Eduardo Moraes, os números apontam uma melhora significativa no atendimento. "O cenário de Aquidauana e Região com relação às cirurgias eletivas tem melhorado bastante. Mensalmente, há uma média de 25 cirurgias eletivas, mas esse número cresceu devido a um mutirão de cirurgias eletivas com incentivo federal", explicou.
Ele ainda informou que os postos médicos de Aquidauana possuem toda a infraestrutura de atendimento. "O município possui equipe para realizar cirurgias, tanto as eletivas, quanto aos atendimentos de urgência. Atualmente temos uma média de 200 cirurgias urgentes no mês", pontuou.
A respeito das filas cirúrgicas, o médico explicou que Aquidauana é sede de microrregião e, por isso, possui uma central de Agendamento de Vagas, que controla a transferência e o encaminhamento de casos "de alta complexidade". "Temos uma fila de espera para eletivas de maior complexidade, como as ortopédicas de grande porte, com cerca de 100 pacientes. Há também a fila para neurocirurgia, também com cerca de 100 pacientes esperando. As cirurgias oftalmológicas possuem uma fila de 77 pacientes. Esses casos, não realizamos em nosso município por falta de equipamentos", disse.
Ainda a respeito da grande quantidade de pacientes que aguardam o atendimento, ele explicou que o encaminhamento para a Capital está sendo feito conforme a disponibilidade da fila estadual. "Cirurgias bariátricas, plásticas, cardíacas, angiovasculares, cabeça e pescoço, somam 100 pacientes. Nós avaliamos e encaminhamos os casos conforme há possibilidade", falou.
O Secretário de Saúde ainda afirmou que o acompanhamento de todos os casos é feito pela administração pública do município através da secretaria competente. "Nós fazemos o seguimento dos casos e sempre que existe a necessidade de tentar acelerar alguma cirurgia por complicações ou evolução de gravidade, o próprio sistema de regulação analisa as prioridades", finalizou.
Cenário Nacional
Levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) aponta que pelo menos 904 mil cirurgias eletivas estão pendentes no Sistema Único de Saúde (SUS) em diferentes estados e municípios do país. As cirurgias eletivas não são de urgência ou emergência. O estudo, feito pela primeira vez pelo conselho, divulgado na última segunda-feira (4) mostra que do total pelo menos 746 procedimentos cirúrgicos estão na fila de espera há mais de dez anos e 83% dos pedidos foram apresentados a partir de 2016. O Ministério da Saúde informou que desde maio passou a adotar o sistema de fila única para organizar a demanda.
A pesquisa traz dados enviados pelas secretarias de saúde de 16 estados e dez capitais até junho deste ano. Outros sete estados e oito capitais não enviaram informações, alegando não tê-las disponíveis ou por negativa de acesso aos dados. Por ser o primeiro levantamento desse tipo, não há dados dos anos anteriores. A pesquisa contabiliza o número de procedimentos agendados, e não o número de pacientes na fila.
*Com informações da Agência Brasil
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