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Epidemia

Setor de Saúde de Aquidauana está preparado para lidar com possíveis casos de febre amarela

Coordenadora do Núcleo de Vigilância e Saúde de Aquidauana garante que o estoque de vacinas é suficiente para atender toda a demanda da população

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Com os casos de febre amarela notificados por todo o País sendo cada vez mais divulgados pelos meios midiáticos, a população aquidauanense também se preocupa com uma possível epidemia, mas as autoridades do setor de Saúde do município garantem que o estoque de vacinas é suficiente para atender toda a demanda da cidade.

A Coordenadora do Núcleo de Vigilância e Saúde de Aquidauana, Sandra Regina Pereira, falou com a equipe de reportagem do jornal "O Pantaneiro" e esclareceu que a cidade "está pronta" para combater esse tipo de surto. "Todas as Unidades de Saúde de Aquidauana têm vacina contra a febre amarela. Quem tiver interesse em tomar, pode procurar, em qualquer uma das unidades, desde que dentro do horário comercial, o atendimento", pontuou.


Sandra Regina aproveitou o espaço para dizer que, normalmente, as filas "quilométricas" nos postos de saúde quando os surtos nacionais começam a aparecer são, até certo ponto, desnecessárias. "É importante a gente salientar que o calendário de vacina contra a febre amarela mudou em 2016. Antes, fazia-se uma dose e um reforço a cada 10 anos. A partir de 2016, a pessoa que recebeu uma dose está imunizada por toda a vida. A preocupação só deve aparecer em quem não foi, até hoje, imunizado", disse.

Ela esclareceu algumas pequenas dúvidas sobre a aplicação da vacina. "A vacina da febre amarela é administrada a partir dos 9 meses e somente uma dose é suficiente para a vida toda. Gestantes não devem ser vacinadas. Idosos, a partir dos 60 anos, só podem tomar a vacina em caso de apresentação de prescrição médica, mas normalmente essas pessoas já tomaram a dose ao longo da vida, ou seja, não precisam de mais".

Existem também os casos de pessoas alérgicas que, conforme explicou a coordenadora, devem ser vistos com maior seriedade. "Existem pessoas que possuem restrições. Quem é alérgico à proteína do ovo, por exemplo, não pode ser vacinado", explicou.

Áreas de Risco

A coordenadora também deixou claro sobre a visitação de áreas de risco. "A vacina para a conversão da imunidade deve ser tomada 10 dias antes da ida às áreas de risco", explicou.

Desde julho do ano passado a 14 de janeiro deste ano o Ministério da Saúde já registrou 35 casos de contaminação por febre amarela em todo o país, conforme divulgação do Ministro Interino da Saúde, Antônio Carlos Nardi.

As principais áreas de risco são Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

Mato Grosso do Sul

Conforme divulgado anteriormente pela equipe de reportagem do jornal "O Pantaneiro", Mato Grosso do Sul possui 80 mil doses disponíveis e, assim, não foi necessário implantar a vacinação fracionada em Mato Grosso do Sul, ao contrário do que acontece na Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.

Nenhum caso de febre amarela foi confirmado em Mato Grosso do Sul. No entanto, a Secretaria de Saúde recomenda a imunização de todos os que não tomaram a vacina.

Doença

A febre amarela é uma doença viral que causa dores no corpo, mal-estar, náuseas, vômitos e, principalmente, febre. Os sintomas duram em média três dias. Em alguns pacientes, o vírus da febre amarela ataca o fígado. São as complicações hepáticas que levam as pessoas infectadas a ficar com uma cor amarelada, daí o nome febre amarela.

Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que em torno de 30% das pessoas que contraem a doença podem morrer, se não forem diagnosticadas precocemente. Por isso, a recomendação é a de que o paciente deve buscar imediatamente atendimento adequado nas unidades de saúde.

A febre amarela não é transmitida de pessoa para pessoa, nem de macaco para seres humanos. Os macacos são os principais hospedeiros do vírus, mas os únicos vetores de transmissão da doença são os mosquitos silvestres Haemagogus e o Sabethes. No meio silvestre, os mosquitos picam o macaco, que depois de infectado pelo vírus pode ser picado por outro vetor e este, por sua vez, transmite para o homem.

No caso da área urbana, a transmissão ocorre pela picada do mosquito Aedes aegypti. O Ministério da Saúde ressalta, no entanto, que a possibilidade de contágio no meio urbano é remota e informa que não há registro de infecção da doença pelo ciclo urbano desde 1942. Com a construção de conjuntos residenciais e condomínios em áreas ecológicas, ambiente onde vivem os mosquitos que transmitem a doença, o risco de transmissão aumenta.

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