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Saúde

Brasil é o campeão casos de depressão na América Latina

Dados informados pela Organização Mundial da Saúde, 300 milhões de pessoas sofrem do transtorno no planeta.

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Os recentes dados da OMS revela que a depressão será a doença mental mais incapacitante do mundo até 2020. A previsão é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que revela ainda que nos últimos dez anos houve o crescimento de 18% nos casos.

“É preciso quebrar um tabu. Depressão é uma doença severa, persistente, incapacitante, progressiva e letal. Ela se divide em leve, moderada, severa e crônica. Há tratamento indicado por psiquiatra com medicamentos ou fitoterápico que é conduzido por um psicólogo”, explica o capelão Edilson dos Reis do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul 

“A depressão é uma questão multifatorial porque há fatores biológicos, genéticos. A questão da depressão está muito ligada em como a pessoa se desenvolveu aquele olhar sobre a vida, o que faz sentido pra ela. Muitas vezes ela tem um olhar de percepção mais pra fora do que pra dentro dela. De valorizar o que os outros tem, os outros fazem e não olhar para o que ela tem de positivo, o que ela tem de potencial. Ela não consegue se valorizar, perceber. Falta muita percepção no que ela tem de bom”, explica a doutora em Psicologia Positiva pela USP, Sálua Omais

De acordo com a OMS, quase 6% da população, um total de 11,5 milhões de brasileiros, sofrem com a doença, deixando o Brasil como o campeão casos de depressão na América Latina. Estima-se que entre 20% e 25% da população teve, tem ou terá depressão, sendo essa a doença psiquiátrica com maior prevalência no Brasil.

“A busca pela felicidade não é algo atual. Sempre houve essa busca do que faz a pessoa realmente ser feliz. Desde Aristóteles, desde a filosofia grega, já havia essa busca, essa reflexão do que tornam as pessoas felizes. Começou na filosofia, passou pelas religiões, com a psicologia voltou a ser estudado. Na verdade, o ser humano nunca vai se desprender dessa questão da felicidade porque tudo que a gente faz, seja no nosso trabalho, no estudo, todas as ações do ser humano tem a busca final como felicidade, só que não vem como esse nome de felicidade, a gente utiliza outros nomes similares”, detalha.

Sáula também fala que, em muitos casos, o depressivo cria objetivos utópicos. ”Há casos de pessoas que fica muito apegado a expectativas irreais de vida, de coisas que ele acredita que a felicidade está em atingir determinado patamar e não existe na verdade isso porque a felicidade é algo muito dinâmico”.

“Temos um problema porque essa  geração perdeu o sentido do pertencimento ao núcleo familiar, de expectativa pro futuro com esforço próprio, a princípios de médio e longo prazo. É uma geração que não sabe lidar com a frustração e quer tudo instantaneamente”, explica Reis

 O suicídio é a terceira principal causa externa de mortes no Brasil (atrás de acidentes e agressões), com 12,5 mil casos em 2017, segundo o Ministério da Saúde. Em relação ao ano anterior, o aumento foi de 16,8%.

Sáula explica que a psicologia positiva traz conhecimento de vários elementos do comportamento humano. “No curso que dou trabalhamos as emoções, pensamentos, expectativas sobre a felicidade, os mitos da felicidade em relação a dinheiro, trabalho e relacionamentos,  porque, muitas vezes, a gente cria expectativas que são irreais.  A gente trabalha também como a pessoa pode encontrar suas forças pessoais. O que ela tem dentro da sua personalidade, na forma de agir que é característica sua , que é uma força sua. Como você pode aplicar isso no seu trabalho, no seu dia a dia, relacionamentos. O curso também busca fazer com que a pessoa se conscientize, além dela trabalhar a expectativa  com relação a felicidade e ao bem estar, ela se conscientize de quais são esses elementos  e como ela, dentro dos valores dela, do que ela vive, como ela pode utilizar os elementos do bem estar para o estilo de vida dela, e busca também a conscientiacao de um aumento da percepção sobre as coisas ao redor. O que pode fazer ela etr um desempenho melhor, uma pessoa que aplica e eplora melhor seus potenciais. Campo muito amplo.

Sintomas

Sintomas merecem atenção: sentir medo ou receio, em excesso, de situações que ainda não aconteceram, alterações do sono, tensão muscular, medo de falar em público, medo de lugares fechados ou com grandes aglomerações, inquietações constantes, pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos.

Quem procurar

O ideal, em casos assim, é buscar ajuda de um psicoterapeuta. O psicólogo irá fazer uma série de perguntas sobre seu estado físico e emocional. Na terapia, você terá a oportunidade de falar mais sobre as situações que lhe causam ansiedade, sem julgamentos. Em alguns casos, o psicólogo pode recomendar que você procure um psiquiatra, que irá receitar uma medicação específica para baixar a ansiedade. 

 

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