Vacinação em massa
A imunização em massa contra a covid-19 nas cidades de fronteira terminou ontem e das doses da Janssen que restarem, apenas 10% permanecerão nos municípios em que a ação está sendo realizada, o restante será devolvido
Com o término da vacinação em massa contra a covid-19 nas cidades de fronteira, como Corumbá, das doses da Janssen que restarem, apenas 10% permanecerão nos municípios em que a ação está sendo realizada. Foi o que informou o secretário municipal de Saúde, Rogério Leite, que também é presidente do Conselho dos Secretários Municipais de Mato Grosso do Sul, nesta quinta-feira (8).
Ele e o prefeito Marcelo Iunes, foram acompanhar a vacinação na Praça da Nova Corumbá. Esse ponto foi criado, para dar mais agilidade à imunização na parte alta de Corumbá, mas com funcionamento somente pela manhã.
Rogério Leite enfatizou que o projeto de vacinação em massa, criado pelo Cosems (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Secretaria Estadual de Saúde, é para garantir o “cinturão de saúde sanitário”, para o Brasil e o Estado do MS.
“As doses que chegaram foram superestimadas, baseada num critério do DATASUS, estimativa da população. As remanescentes serão devolvidas para a SES, para a redistribuição aos municípios que não participam do projeto, lembrando que 10% dessas doses que sobrarão, permanecerão nas 13 cidades de fronteira, para que a gente possa seguir a imunização daqueles que porventura não puderam se imunizar no período de cinco dias, ou seja, pessoas que estão no período de recuperação da doença, intervalo, período de outras doença e também que estejam viajando ou por qualquer outro motivo não puderam se imunizar”, explicou.
O secretário de Saúde ainda afirmou que avalia a vacinação em massa de forma positiva em Corumbá. “Temos duas tabelas para nos espelhar: os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que traz a atualização de um cadastro de pessoas acima de 18 anos no município que deu número de 58 mil pessoas; e a tabela do DATASUS, com estimativa populacional baseada num censo presencial em 2010, que dá 84 mil pessoas, sendo que hoje estaremos fechando por volta de 68 mil, passando 10 mil do TSE e chegando próximo de uma estimativa do DATASUS, que não foi um censo in loco”, esclareceu Rogério lembrando ainda sobre a vacinação da zona rural e no Pantanal.
O prefeito Marcelo Iunes destacou que, apesar de algumas pessoas ainda se recusarem a tomar a vacina, por motivo pessoal ou crença, a vacinação em massa segue evoluindo bem.
“Muita gente deixando de vacinar por crença. Mas, acredito que a gente passe dos 95% de imunização de todos que estão na faixa etária de 18 anos para cima ou entre 12 e 17 anos com comorbidades. Contamos com os faltosos, que eles venham vacinar, precisamos que compareçam. A expectativa é que até o final de agosto, nossa população possa estar imunizada e, assim, poderemos pouco a pouco retornar à normalidade, claro, não deixando de seguir as medidas de biossegurança”, lembrou Iunes se referindo à evolução na queda de casos de contágio e também de internação. “A tendência agora é só evoluir de forma positiva”, completou.
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