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Coronavírus

Dúvidas sobre a 3ª dose? Veja mais informações para se vacinar no fim de semana

Reforço contra covid-19 será feito com imunizantes da Pfizer; aplicação em Anastácio começa hoje

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A terceira dose, visando reforçar a proteção de idosos e imunossuprimidos conta o vírus Sars-Cov-2, já é uma realidade em Anastácio e Aquidauana. A medida vai ao encontro das diretrizes do Ministério da Saúde, estabelecidas em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (25), e da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul.

Com o surgimento constante de variantes do coronavírus – entre elas a Delta, que tem causando novos surtos especialmente nos Estados Unidos –, cientistas de todo o mundo direcionam os estudos ao comportamento das vacinas no corpo humano em longo prazo.

Entre as conclusões mais recentes destas pesquisas, tem ficado claro que a eficiência dos principais imunizantes utilizados na América do Sul e na Europa, CoronaVac, Astrazeneca e Pfizer, tende a diminuir mais rapidamente nas populações mais velhas.

A pesquisa VigiVac-Covid19, feita com 61 milhões de brasileiros que haviam tomado a primeira os as duas doses de CoronaVac e Astrazeneca entre 18 de janeiro e 30 de junho, mostrou que entre a população acima de 90 anos de idade o imunizante chinês teve apenas 35,4% de eficiência contra mortes, enquanto o produzido pela Universidade de Oxford, em parceria com a Fiocruz, apresentou taxa de 70,5% de proteção.

Ao mesmo tempo, um estudo que avaliou amostras de sangue de 176 idosos vacinados com a Pfizer na Alemanha concluiu que 31,3% dos indivíduos com idade superior aos 80 anos não chegaram sequer a apresentar anticorpos após 19 dias da aplicação da segunda dose da vacina.

Aumentando a proteção – Com uma doença tão nova e ainda em evolução, todas as tentativas de frear o avanço do vírus estão constantemente sendo revisadas. E a terceira dose, recomendada por cientistas justamente após a constatação da queda nos índices de proteção, faz parte dessas análises em busca de resultados mais concretos.

A aplicação da D3 começa hoje à tarde em Anastácio, entre 13h30 e 16h, para pessoas acima dos 80 anos que tomaram duas doses de CoronaVac há pelo menos seis meses. As vacinas serão aplicadas nos postos de saúde Umbelina (48 doses), Arapongas (48 doses) e Anastácio (72 doses). Na Princesa do Sul, o grupo de idosos de mesma faixa etária será vacinado a partir de amanhã, na Estação Ferroviária.

A enfermeira Danieli Garcia, coordenadora da Vigilância em Saúde de Aquidauana, falou sobre esta nova fase da imunização na cidade. Questionada sobre uma possível contraindicação para a D3, pelo fato de a grande maioria dos idosos no Brasil ter sido vacinada com a CoronaVac anteriormente, ela afirma que não há restrições, mas que a eficácia que será atingida com isso ainda é um mistério. “Recebemos exclusivamente doses da Pfizer neste primeiro momento. Não tem como afirmar sobre a imunidade [se vai aumentar significativamente]. Tudo ainda está em estudo, mas essa foi a forma encontrada de tentar frear a nova variante”.

Imunizantes “misturados” – O Ministério da Saúde comunicou que vai priorizar a vacinação da D3 com o medicamento da Pfizer/BioNTech. Caso necessário, também serão utilizadas vacinas da Astrazeneca e da Janssen. A “mistura” de imunizantes não é recomendada dentro do ciclo vacinal estabelecido previamente para cada uma delas, mas não é problema para quem completou seu cronograma há seis meses ou mais.

Quanto ao segundo grupo prioritário a ser protegido com a dose de reforço, dos imunossuprimidos, a recomendação é de que tenham tomada a dose definitiva de suas vacinas há pelo menos 28 dias. Dentro deste segmento estão pessoas transplantadas; que convivem com HIV; com doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas; em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; com neoplasias hematológicas; e pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses.

Posição da OMS – A Organização Mundial de Saúde vem se manifestando contra a aplicação em massa da terceira dose pelo mundo, especialmente nos países mais ricos. Isso porque existem inúmeras nações que mal começaram a vacinar seus cidadãos em grupo de risco. Dados da instituição internacional mostram que as mortes por covid-19 no continente africano subiram 80% em julho.

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