Já a Delta chega a menos de 2% em solo sul-mato-grossense
O Estado de Mato Grosso do Sul registra a presença de 21 variantes da SARS-CoV-2 – a Covid-19 – em 64 municípios estaduais. Originária de Manaus (AM), a P.1 persiste e ainda é a predominane em MS. Quanto a Delta (B.1.617.2 e AY.4) está presente em outras quatro cidades: Corumbá, Ladário e mais recentemente em Amambai e Campo Grande.
O boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES) identificou que a Capital tem o maior número de registros: por lá, são 13 tipos de variantes. Logo em seguida vem as cidades de Dourados e Chapadão do Sul, com 6 tipos. A cidade de Três Lagoas também aparece com pelo menos 6 variantes identificadas.
Por outro lado, 10 municípios estaduais não registram a presença de variantes: Anaurilândia, Bataguassu, Caarapó, Caracol, Cassilândia, Glória de Dourados, Jaraguari, Jateí, Juti e Laguna Carapã.
O Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul (Lacen/MS) é o responsável por monitorar a evolução do novo coronavírus no Estado. Quem explica os dados é o diretor do instituto, Luiz Henrique Ferraz Demarchi.
"Nós recebemos resultados de 7 novos casos, sendo 3 de Amambai e 4 de Campo Grande. As amostras são de agosto e foram realizadas pela Fiocruz do Amazonas. Entretanto, das 485 amostras sequenciadas, a prevalente é a P.1; já a variante Delta equivale a 2% das amostras sequenciadas", comenta o cientista.
O trabalho do "Mapeamento Genômico de Mato Grosso do Sul" tem como objetivo conhecer as variantes que mais circulam no Estado e, com isso, subsidiar as autoridades sanitárias na adoção de práticas e ações de combate à Covid-19. Apesar do cenário de estabilização da doença em MS, os números do mapeamento reforçam a continuidade das medidas de prevenção de biossegurança.
Sobre a P1
A predominância da variante P.1 tem as seguintes características: maior transmissibilidade, atinge a população mais jovem, apresenta uma evolução mais rápida da doença e maior gravidade da doença, além de diminuir a efetividade das vacinas.:
"A P.1 é a variante que domina todos os estados do Brasil. Ela é uma variante mais transmissível e acomete os mais jovens. A maioria das pessoas internadas eram de jovens, contaminadas por conta da P.1, porque ela ter uma carga viral mais elevada”, afirma o infectologista Júlio Croda.
Ao longo da pandemia foram mapeadas diversas variantes no Estado. Além da P.1 (43,3% dos casos), aparece na sequência linhagens brasileiras como a P.1.7 (16,3%), B.1.1.28 (12,8%), B.1.1.33 (8,2%) e a P.2 (12,2%).
Existe outras ainda como a B1 (responsável pelo surto no norte da Itália no início de 2020), B1.212 (sul-americana), N.4 (Chile), P.1.2 (Brasil, Argentina, Países Baixos, EUA e Espanha), A.2.5.2 (Itália, EUA e Reino Unido), B.1.1 (Europa), B.1.1.247 (regiões norte da Europa e da África e Gâmbia, na África Ocidental) B.1.1.274 (Inglaterra, Tailândia, Rússia e EUA), B.1.1.44 (Reino Unido, Dinamarca e Islândia) e B.1.240 (EUA).
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