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A cidade de Campo Grande vive um verdadeiro  colapso no sistema de saúde e a população da Capital assiste uma rotina de sofrimento que não é divulgada pelos meios de comunicação locais. Enquanto o prefeito Marquinhos Trad (PSD), dançava com o Papai Noel na 14 de Julho e anunciava feitos irrelevantes da sua gestão, profissionais da saúde estressados e cansados  são agredidos verbalmente e Unidades de Pronto Atendimento (UPA) enfrentam caos no atendimento ao cidadão.

Para se ter uma ideia, na terça-feira (4), houve caos na UPA do Bairro Coronel Antonino, região norte de Campo Grande. Conforme O Pantaneiro apurou, centenas de pessoas tiveram que enfrentar espera de até seis horas na fila do atendimento, prestado por apenas dois médicos, o que demonstra a falência da Saúde municipal.

Pacientes em pé e aglomeração foram as imagens do dia, conforme mostram vídeo e fotos feitas no meio da tarde por pacientes revoltados (ver vídeo abaixo). Mais cedo, extensa fila se formava no interior e na parte externa do prédio, informa o site.

O Pantaneiro apurou também que só no dia de ontem a UPA do Jardim Leblon atendeu mais de 1.000 pacientes em 10 horas. Um médico que não quis se identificar reclama da falta de valorização e critica a gestão da saúde na capital.

“Durante a pandemia, éramos heróis. Hoje, somos xingados, ofendidos, inclusive por vereador. Somos escudos da má gestão da saúde em Campo Grande”, contou o médico, que chegou a atender 100 pacientes em 10 horas de trabalho, média de seis minutos por atendimento. “Há falta de medicamentos e de mesas”.

Pessoas em pé e aglomeração

Extensa fila se formava no interior e na parte externa do prédio. Em paralelo ao caos, o prefeito tenta maquiar, com a instalação de tendas, a absoluta falta de capacidade de as unidades de Saúde atenderem a demanda cada vez maior, principalmente em função do recrudescimento dos casos de pessoas infectadas pelos vírus da Covid-19 e da gripe e ainda pela falta de planejamento por parte da prefeitura.

As tendas foram instaladas na semana passada em diversas unidades de Saúde, segundo Marquinhos Trad, por precaução e para “otimizarmos o atendimento”. Tanto o prefeito quanto o seu secretário de Saúde, José Mauro de Castro Filho, sabem que a iniciativa não vai trazer resultado algum se não forem contratados mais médicos.

Tanto isso é verdade que ambos anunciaram, quando do lançamento da “inédita” ideia de instalar as tendas, a renovação de contratos de 90 médicos e contratação de 30 novos profissionais.

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