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Saúde

Aprovada há 9 dias, vacinação de crianças de 3 e 4 anos pela Coronavac pode ser comprometida

Produção da vacina, feita pelo Instituto Butantan, está suspensa e nem todos os estados possuem doses do imunizante

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Aprovada há 9 dias, vacinação de crianças de 3 e 4 anos pela Coronavac pode ser comprometida, e não começou em todos os locais do Brasil. A problemática segundo o g1 é porque nem todos os estados possuem doses da vacina.

O site informa que no dia 13, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a aplicação da vacina em crianças de 3 a 5 anos. Antes disso, as crianças de 5 anos só podiam receber a vacina da Pfizer; as de 3 e 4 não podiam ser imunizadas.

Em levantamento, o g1, diz a vacinação das crianças nessas idades começou em todas as capitais exceto Cuiabá, Maceió e Teresina. Mas mesmo na capital paulista, que já começou a vacinar, o público está restrito a crianças com comorbidades, deficiência ou indígenas.

No estado de Alagoas nenhum município começou a vacinação; até a terça-feira (19), Mato Grosso aguardava novas doses para iniciar a vacinação. No Piauí, apenas alguns municípios já vacinam, como Água Branca e Parnaíba (veja mais detalhes da vacinação pelo Brasil abaixo).

Produção interrompida

Fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan, ligado ao governo estadual de São Paulo, a CoronaVac dada às crianças tem a mesma dosagem dos adultos e é aplicada em duas doses. No dia 1º de julho, entretanto, o instituto anunciou que, "na ausência de novos pedidos de compra pelo Ministério da Saúde, a produção da vacina foi interrompida temporariamente".

Nesta semana, o governo paulista afirmou que vai importar 8 mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA) para fabricar as doses necessárias para vacinar as crianças de 3 e 4 anos. A previsão é de que as doses fiquem prontas já em agosto.

Em nota o Butantan disse aguardar "a decisão do Ministério da Saúde para incorporar a CoronaVac ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) para que possa, assim, ser distribuída em todos os estados e municípios".

O g1 questionou o Ministério da Saúde sobre a compra, distribuição e aplicação da CoronaVac nas crianças, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Estoques próprios

Enquanto novos lotes da vacina não são distribuídos, capitais, estados e municípios do interior têm usado estoques próprios para iniciar a vacinação.

 

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