Saúde
Prioridade é liberada para rede SUS
Após a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para venda do Paxlovid, para ser utilizado no tratamento da Covid-19, a CRF-MS (Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul) prevê que o medicamento chegue nas farmácias privadas no início de 2023.
O assessor técnico com conselho, Ronaldo de Jesus Costa, explica que a prioridade será para farmácias da rede SUS (Sistema Único de Saúde), que deve ter a demanda atendida até dezembro deste ano. “Depois disso, até o começo do ano que vem será possível encontrar nas farmácias e drogarias, no entanto, tudo vai depender da capacidade produtiva da Pfizer”, explica.
Segundo ele, o Paxlovid é indicado para casos leves e médios da Covid-19 e impede que pacientes evoluam para quadros graves da doença. A prescrição deve ser feita por um médico, que levará em conta a particularidade de cada pessoa. “Temos a vacina que é preventiva e, agora, o medicamento que é paliativo, usado em pessoas que já estão infectadas e com sintomas”, pontua.
Tratamento
Paxlovid teve o uso emergencial aprovado no Brasil em 30 de março deste ano. Composto por comprimidos de nirmatrelvir e ritonavir embalados e administrados juntos, o medicamento é indicado para o tratamento da doença em adultos que não requerem oxigênio suplementar e que apresentam risco aumentado de progressão para Covid-19 grave. O medicamento é de uso adulto, com venda sob prescrição médica.
De acordo com o conselho, o remédio é indicado para uso nos primeiros cinco dias com sintomas. As três cápsulas são tomadas juntas, duas vezes por dia e durante cinco dias. Cada caixa com 30 comprimidos era vendida pela Pfizer a U$ 530, o equivalente a R$ 2,5 mil. Até o momento, a Anvisa não divulgou o valor máximo que laboratórios poderão cobrar pelo remédio e nem a Pfizer se pronunciou a respeito.
“Não será um medicamento barato, mas como será liberado ao Poder Público, com certeza será um valor bem abaixo disso. De qualquer maneira, o valor ainda será muito inferior ao custo diário de um paciente internado em UTI (Unidade de Terapia Intensiva)”, conclui Ronaldo de Jesus.
Negociações
Em Campo Grande, tanto o setor público quanto o privado começam a buscar informações sobre o assunto. Questionada, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) disse que aguarda orientações para saber se a compra será feita pelos Estados ou pelo Ministério da Saúde.
Já a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) de Campo Grande informou que “por enquanto, ainda não há deliberação sobre a compra”.
Na rede privada, a Unimed pontuou que “está em processo de análise e entendimento sobre o uso do medicamento, visando garantir a melhor assistência aos pacientes”.
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