Pandemia
Doses de reforço da vacina continuam disponíveis
Em dois anos e meio, 690 mil brasileiros perderam a vida para a covid-19. Mesmo com a vacinação acontecendo em todo território nacional e internacional, o aumento de casos pela subvariante da Ômicron nos últimos meses assusta.
A taxa de mortalidade da Covid em Mato Grosso do Sul está em 1,94%.
Mais de 1,7 milhão de testes foram realizados pelos sul-mato-grossenses e 586.167 deram positivo. Até este 26 de dezembro de 2022, o Estado registrou 10.886 mortes.
Ainda com a vacinação, é preciso cuidado. Ao site Midiamax, a médica infectologista e professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Mariana Croda, contou que o vírus sars-cov 2 tem uma grande capacidade de se modificar e tornar-se mais resistente aos mecanismos imunológicos de defesa.
Por isso, as doses de reforço são necessárias devido à queda de anticorpos após seis meses de imunização. A infectologista frisa que a quarta dose, assim como as anteriores, tem a meta de evitar casos graves da doença.
“Nesse contexto, a vacinação tem o grande objetivo de diminuir internações e óbitos mais que prevenir a infecção. Por isso, vemos novo aumento de casos pela entrada de uma nova variante mais transmissível, a despeito da cobertura vacinal”, explica a médica.
Por se tratar de uma nova variante, a qual ainda não se sabe sobre todo o potencial, a infectologista frisa que é importante a volta do uso de medidas individuais de proteção, como uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento.
“As vacinas para Covid-19 já estão provadas que são seguras e eficazes. Assim como temos reforços de outras vacinas, temos que seguir o calendário proposto para a covid 19”, ela reforça.
A nova subvariante da Ômicron, a BQ.1, tem como característica ser mais transmissível. Ela foi registrada pela primeira vez no início de novembro no Rio de Janeiro e não há registros de circulação no território de Mato Grosso do Sul, de acordo com a Secretária Estadual de Saúde.
Mato Grosso do Sul registra baixa procura pelas vacinas. Saiu da liderança de imunização para a 12ª posição atualmente.
De acordo com o secretário estadual de saúde, Flávio Britto, a procura menor não é exclusiva do Estado.
“Infelizmente, é um comportamento que não é exclusivo apenas de Mato Grosso do Sul, mas de todo o Brasil. Este fenômeno de vacinação não acontece somente quanto a vacinação contra a Covid-19, mas todos os demais imunizantes, um exemplo, é com a vacina da poliomielite também não foi diferente”, explica o secretário.
A procura pela dose de reforço em Campo Grande para os grupos que a vacina foi liberada recentemente é pequena. Em quatro meses, apenas 1.823 campo-grandenses de 18 a 35 anos receberam a quarta dose (equivalente à terceira dose para os imunizados com Janssen).
Já para o grupo dos pequenos, a SES distribuiu 1.020 doses da Pfizer Baby aos municípios, parte do primeiro lote de 15 mil vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde.
Das pouco mais de mil doses, até hoje apenas 328 crianças de seis meses a dois anos com ou sem comorbidades receberam a primeira dose, o que representa 32,15% dos imunizantes utilizados em quase um mês.
De acordo com Flávio, a população precisa se conscientizar sobre a importância de completar o esquema vacinal, especialmente sobre as doses de reforço.
“A SES possui uma resolução vigente que recomenda quanto ao uso de máscaras em locais fechados como transporte público, aplicativos, unidades hospitalares e ambientes fechados. É importante a população se cuidar e seguir todas as recomendações de biossegurança”, recomenda o titular da SES.
A pandemia do Coronavírus não acabou e vamos ter que aprender a lidar com esta situação.
“Nós precisamos que as pessoas façam a adesão às vacinas, disponíveis para todas as idades. As vacinas são seguras e estão se aperfeiçoando, mas o vírus também sofre mutações”, alerta Flávio Britto.
O governo afirma que pretende lançar uma campanha com foco na vacinação e que monitora o comportamento da doença no território estadual. Além disso, também conta com o apoio das prefeituras dos municípios para auxiliar no enfrentamento.
A infectologista Mariana Croda acrescenta que Mato Grosso do Sul teve um resultado exemplar na pandemia, especialmente sobre respostas rápidas e vacinação. Contudo, a cobertura vacinal começou a declinar nas doses de reforço e na primeira dose em crianças.
“Além disso, muitos leitos foram fechados. Isso causa uma preocupação nesse momento de elevação importante do número de casos”, afirma a médica.
AQUIDAUANA
Conhecida epela alegria e dedicação à educação, Ana Azevedo, de 34 anos, lecionava na Escola Estadual Cândido Mariano e deixa dois filhos, familiares, amigos e fãs do trabalho
ACIDENTE DE TRÂNSITO
Militar foi preso em flagrante após acidente envolvendo carro e moto; ocorrência é investigada pelas autoridades
Voltar ao topo