Saúde
Especialistas desvendam esse mistério
O cheiro é inconfundível e seduz até quem não o aprecia, mas há algum tempo paira na mente dos consumidores e “viciados” num cafezinho, a dúvida de que o pó utilizado no preparo da bebida, aqui no Brasil, está cheio de outros compostos, e, entre eles, sangue de boi. uma acusação que se espalhou e acabou convencendo alguns de seus apreciadores, que mesmo assim, continuaram degustando um cafezinho.
Sangue de boi no café é boato
Para descobrir o que realmente compõe o café que o brasileiro consome, o site de notícias UOL, fez um material que “de cara,” revela que o boato do sengue de boi é mentiroso.
Por determinação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), desde 1978 o órgão aceita 1% de resíduos no café em grão. Em 2022 o Ministério da Agricultura reforçando a portaria da Agencia, limitou a permissão de substancias no café torrado também ao limite de 1%. Acima disso, ele não está em condições de consumo.
Em conversa com o site UOL, O presidente da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), Pavel Cardoso, explicou sobre a composição do café,
“Atualmente o único ingrediente que está presente no produto é o café e não há nenhuma mistura. Houve um avanço enorme de tecnologia, tanto nas pequenas, médias e grandes indústrias, que, por meio de seus processos, eliminam qualquer sujidade do grão, por isso ela não chega nos coadores dos consumidores”, explica Pavel acrescentando, “Eles (grãos) passam por torradores em temperaturas de 230 graus, que eliminam por completo qualquer sujidade que venha da lavoura. Havendo pertinência do 1% na pré-limpeza isso é eliminado com processo de limpeza nos moinhos, com peneiras rotativas, que eliminam qualquer impureza que venha da origem”. Conclui o presidente.
Também questionado pelo UOL, Thomas Raad, CEO da Raad International Trading, empresa que atua na exportação de commodities para o Oriente Médio, Europa e Estados Unidos, contrapõe que “Nenhum processo é livre de falhas. Não é uma “verdade absoluta” a máquina pode dar problema, pode existir alguma incidência extra de resíduos, passar um pouco mais. Isso pode acontecer em qualquer produto agrícola, commodities alimentos que são processados para a venda” conclui Thomas.
Esse boato, que circula nas redes sociais desde 2020, tem sido o centro de conversa entre os apreciadores de um cafezinho, e diante disso, o Ministério da Agricultura e Pecuária informou que não constatou, até o momento, nenhuma amostra de café que tenha vestígios de resíduos animais. A pasta explica que é improvável a mistura de sangue ao café torrado, devido às dificuldades de manipulação do produto.
Agora, após a leitura dessa matéria, o consumidor pode preparar tranquilamente um cafezinho e beber com segurança, porque a única “substancia” que ele carrega é o boato.
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