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Saúde

25 de abril: dia mundial de luta contra a malária

Casos da doença crescem no Brasil

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O dia 25 de abril é o dia Mundial de luta contra a malária. A data foi instituída pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2007, com a finalidade de reconhecer o esforço global para o controle efetivo da doença. A Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) pede aos países que intensifiquem os esforços para combater a malária na região das Américas e por intervenções de prevenção, diagnóstico e tratamento baseadas em dados e adaptadas aos contextos locais

Recentemente, o Brasil acompanhou pela imprensa a gravidade dos casos de malária entre a comunidade indígena Yanomami. Dados de um relatório elaborado pelo Ministério da Saúde em fevereiro, apontam que os casos de malária saltaram de 9.928 em 2018 para 20.393 em 2021. Esses dados e casos não se restringem apenas aos indígenas.  

O comportamento dos vetores influencia na dinâmica do agravo, pois dependendo da espécie, os insetos têm hábitos diferentes, como os criadouros preferenciais, horários de picada e proximidade com as habitações humanas. Na Terra Indígena Yanomami, uma ampla investigação feita por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) revelou a diversidade dos vetores e a taxa de infecção das espécies, contribuindo para compreender o ciclo do agravo e traçar estratégias de controle.

Dados preliminares de entidades de saúde, apontam que no Brasil em 2022, foram registrados 129.171 casos da doença com 50 óbitos. A Fiocruz (Fundação Osvaldo Cruz) alerta que a malária é uma doença infecciosa, febril, aguda e potencialmente grave. Ela é causada pelo parasita do gênero Plasmodium, transmitido ao homem, na maioria das vezes pela picada de mosquitos do gênero Anopheles infectados, conhecido popularmente como mosquito-prego. A doença também pode ser transmitida pelo compartilhamento de seringas, transfusão de sangue ou até mesmo da mãe para feto, na gravidez.  

Após a picada, os parasitas chegam rapidamente ao fígado onde se multiplicam de forma intensa e veloz. Na corrente sanguínea, invadem os glóbulos vermelhos e, em constante multiplicação, começam a destruí-los. A partir desse momento, aparecem os primeiros sintomas da doença, que são, calafrios, febre alta (no início contínua e depois com frequência de três em três dias), dores de cabeça e musculares, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), aumento do baço e, em algumas situações, delírios.

No caso de infecção por Plasmodium falciparum, também existe uma chance entre dez casos, de se desenvolver o que se chama de malária cerebral, responsável por cerca de 80% dos casos letais da doença. Além dos sintomas correntes, aparece ligeira rigidez na nuca, perturbações sensoriais, desorientação, sonolência ou excitação, convulsões, vômitos e dores de cabeça, podendo o paciente chegar ao coma.

Prevenção, combate e tratamento: uma luta de todos

– Medidas individual: uso de mosquiteiros impregnados ou não com inseticidas, roupas que protejam pernas e braços, telas em portas e janelas, uso de repelentes.

– Prevenção coletiva: drenagem, obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor, aterro, limpeza das margens dos criadouros, modificação do fluxo da água, controle da vegetação aquática, melhoria da moradia e das condições de trabalho, uso racional da terra.  

Tratamento:

Em geral, após a confirmação da malária, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com medicamentos que são fornecidos gratuitamente em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente os casos graves deverão ser hospitalizados de imediato.

O tratamento indicado depende de alguns fatores, como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, tais como gravidez e outros problemas de saúde; gravidade da doença.

No Brasil, a Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) atua nesse monitoramento por meio da Gerência de Farmacovigilância (GFARM), vinculada à Gerência-Geral de Monitoramento de Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária (GGMON). Os objetivos do trabalho são o aumento da segurança do uso de medicamentos, o estímulo à notificação de erros de medicação e a melhoria de processos de análise e de monitoramento de tratamentos de pacientes.  

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