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Saúde

Humap oferece atendimento especializado a mulheres vítimas de violência

Serviço oferece assistência em saúde, como atendimento médico, acolhimento psicológico e fornecimento de medicações profiláticas.

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Em prol do combate à violência contra mulher e ações de enfrentamento no agosto lilás, o Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian) realiza assistência especializada em acolhimento humanizado.

O hospital, vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, oferece atendimento e apoio a mulheres vítimas de violência sexual, de forma gratuita, através do SUS (Único de Saúde).

 O Humap-UFMS possui o Serviço de Atenção ao Aborto Legal e Violência Sexual (Salvs) e atende mulheres vítimas de violência sexual, que resultou em gravidez. Além dessa demanda, atende pelo serviço os casos de direito à interrupção da gestação nos casos de risco materno e nos casos de anencéfalos.

Atualmente, o serviço é referência em Mato Grosso do Sul. O acolhimento é realizado pela equipe multidisciplinar por meio do agendamento e da escuta qualificada (escutar a pessoa com atenção, cuidado e com demonstração de interesse pelo que aconteceu com ela), buscando atender de forma a não revitimizar (não fazer com que ela viva novamente toda a situação que aconteceu para diminuir seu sofrimento) a mulher, a criança ou adolescente e garantir o acesso aos seus direitos. A orientação referente aos seus direitos trata da interrupção da gestação, na permanência da gravidez e ficar com a criança ou na permanência da gravidez e entregar para a adoção.

Os atendimentos no Salvs começaram em 2016. Até ano passado, a média de atendimentos era de 20 casos ao ano. Em 2023, já foram registrados 30 casos. A mulher não precisa do boletim de ocorrência, caso queira realizar a interrupção da gestação. Para ser atendida, basta ligar para 67 3345-3090.

“A importância dessas mulheres, crianças e adolescentes chegarem ao serviço encaminhadas pelos serviços de saúde, segurança, defensoria e por demanda espontânea é ultrapassar as barreiras de forma a garantir os direitos sociais e constitucionais, além disso oportunizar um acolhimento com empatia e livre de julgamentos”, explica o chefe da Unidade de Saúde da Mulher do Humap-UFMS Ricardo dos Santos Gomes.

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