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Saúde

Novo medicamento contra Alzheimer chega ao Brasil com custo a partir de R$ 8,5 mil por mês

Leqembi é indicado para pacientes em estágio inicial da doença e promete retardar a progressão do declínio cognitivo

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Um novo tratamento para a doença de Alzheimer começou a ser disponibilizado comercialmente no Brasil nesta quinta-feira (25). Trata-se do Leqembi (lecanemabe), medicamento desenvolvido pelas farmacêuticas Eisai e Biogen e aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em dezembro de 2025.

O medicamento faz parte de uma nova geração de terapias capazes de retardar a progressão do declínio cognitivo associado ao Alzheimer. Embora não represente uma cura para a doença nem seja capaz de reverter os danos já causados, estudos indicam que ele pode desacelerar a evolução dos sintomas em pacientes diagnosticados nos estágios iniciais.

O tratamento é destinado a adultos com comprometimento cognitivo leve ou demência leve causada pelo Alzheimer. Além do diagnóstico precoce, é necessário que o paciente apresente placas da proteína beta-amiloide no cérebro, condição que deve ser confirmada por exames específicos.

A administração do medicamento é feita exclusivamente por infusão intravenosa, realizada a cada duas semanas em hospitais ou centros especializados. Por esse motivo, o produto não será comercializado em farmácias convencionais.

De acordo com a CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), o preço máximo autorizado para um frasco do Leqembi é de R$ 4.212,44. Considerando a dose recomendada pela Anvisa, o custo mensal do tratamento pode ultrapassar R$ 8,5 mil para pacientes com peso superior a 50 quilos, sem incluir despesas médicas, exames e custos de aplicação.

Conforme dados citados por O Globo, estudos clínicos realizados ao longo de 18 meses apontaram uma redução de aproximadamente 27% no ritmo de perda cognitiva dos pacientes tratados com o medicamento. O resultado foi considerado um avanço importante por especialistas, por representar uma das primeiras terapias capazes de interferir diretamente na progressão da doença.

O Leqembi atua eliminando placas de proteína amiloide acumuladas no cérebro, característica associada ao desenvolvimento do Alzheimer. A tecnologia é semelhante à utilizada por outro medicamento recente, o Kisunla (donanemabe), aprovado no Brasil em 2025 para a mesma finalidade.

Apesar dos avanços, especialistas destacam que o tratamento exige acompanhamento rigoroso devido ao risco de efeitos adversos. Entre as reações observadas nos estudos clínicos estão dores de cabeça, problemas relacionados à infusão, hemorragias cerebrais e inchaço cerebral, que, em situações mais graves, podem levar a complicações severas.

Atualmente, o alto custo e a necessidade de acompanhamento especializado são apontados como os principais desafios para ampliar o acesso às novas terapias contra o Alzheimer no país.

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