Medicamentos prometem melhorar temporariamente a visão de perto e podem reduzir uso de óculos durante o dia
A presbiopia, a famosa vista cansada, é mais comum com o avançar da idade / Imagem ilustrativa gerada por AI
Uma novidade que vem chamando atenção no mundo da oftalmologia pode transformar a rotina de milhões de pessoas que convivem com a chamada “vista cansada”. Colírios desenvolvidos para melhorar temporariamente a visão de perto já começaram a ser utilizados em outros países e podem chegar ao Brasil neste ou nos próximos anos, mas ainda dependem de aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
Os medicamentos são voltados, principalmente, para pessoas com presbiopia, condição natural associada ao envelhecimento dos olhos e que costuma surgir a partir dos 40 anos. O problema provoca dificuldade para enxergar objetos próximos, tornando comum o uso de óculos para leitura.
Segundo especialistas, os colírios funcionam reduzindo o tamanho da pupila, mecanismo que aumenta a profundidade de foco da visão e melhora temporariamente a capacidade de enxergar de perto. Em alguns casos, o efeito pode durar entre seis e dez horas.
O tema ganhou destaque após avanços registrados nos Estados Unidos, onde alguns produtos já foram autorizados por órgãos reguladores internacionais. Em artigo publicado recentemente pelo jornal Estadão, a oftalmologista Liana Tito Francisco afirmou que a tecnologia representa um avanço importante, mas ressaltou que os medicamentos não substituem totalmente os óculos nem curam a presbiopia de forma definitiva.
Especialistas explicam que a presbiopia ocorre devido ao envelhecimento natural do cristalino, estrutura responsável pelo foco da visão. Com o passar dos anos, o olho perde flexibilidade para enxergar objetos próximos com nitidez.
Apesar da expectativa positiva em torno da novidade, médicos alertam que os colírios podem apresentar efeitos colaterais em alguns pacientes, como dor de cabeça, irritação ocular, sensibilidade em ambientes escuros e dificuldade para dirigir à noite.
Outro ponto destacado por oftalmologistas é que o uso deverá ocorrer somente com acompanhamento médico, já que nem todos os pacientes apresentam o mesmo resultado ou adaptação ao tratamento.
No Brasil, ainda não há confirmação oficial sobre datas de comercialização. A entrada dos produtos no mercado nacional dependerá das etapas de análise e autorização da Anvisa, responsável por avaliar segurança e eficácia dos medicamentos antes da liberação para venda.
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