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Coronavírus

Com 2,7 mil doses, Corumbá inicia vacinação contra o coronavírus

Idosa de 84 anos foi primeira vacinada

Renê Marcio Carneiro

Corumbá iniciou nesta terça-feira (19) a primeira fase de vacinação contra a COVID-19. As 2.768 doses disponibilizadas pelo Governo Federal e distribuídas pelo Governo do Estado chegaram à cidade no final da noite dessa segunda-feira, 19, e ficaram armazenadas no Centro de Saúde Dr. Moisés dos Reis Amaral.

A primeira pessoa imunizada na cidade foi a senhora Leonida da Silva, 84 anos, do Asilo São José. “Nem sabia que ia tomar a vacina. Estou contente, já passei por tanta coisa nessa vida e não seria essa doença que ira me levar”, disse.

A enfermeira de urgência e emergência do Pronto-Socorro Municipal, Maria Lúcia Braga, 38, foi a primeira profissional de saúde a ser imunizada contra a COVID-19. Atuando na linha de frente de combate à doença, ela foi escolhida pelo próprio corpo de enfermagem. Bastante emocionada, disse que a vida agora vai melhorar para todos. “Sem explicações, é uma emoção muito grande mesmo. Penso nos colegas que perdi, nas famílias que perderem seus entes. É uma emoção imensa, é muita fé e esperança que os dias vão melhorar para todos. Na verdade, já estão melhorando”, afirmou.

O indígena Severo Ferreira, da etnia guató, também foi imunizado na manhã desta terça. Ele estava bastante animado após a vacina, que segundo ele, dá a possibilidade de “viver mais um pouco”. “É uma coisa que vai ser feliz para todos nós. Muita gente está morrendo e graças a Deus nos trouxeram essa vacina, assim as pessoas vão poder viver mais um pouco. Na verdade, estou entrando para história, estou caminhando para os 90 anos. Estou feliz e vivo para acompanhar esse momento”, disse Severo que por muitos anos foi o líder e cacique dos índios guatós na aldeia Uberaba. “Tem que tomar vacina, assim você vive mais um pouco”, aconselhou.

Também recebeu a primeira dose da vacina CoronaVac o médico Manoel João, que desde o começo da pandemia atende na UTI destinada ao coronavírus. “Considero um momento histórico. Nesse momento de pandemia, onde a gente não via luz no fim do túnel”, disse. O médico ainda lembrou o começo da atuação para combater a doença na cidade. “No primeiro momento que eu entrei no CTI da COVID, que nós inauguramos em 03 de maio, a gente não conhecia essa doença, o mundo não conhecia essa doença, a medicina e a ciência não conheciam essa doença. Me vi diante de um monstro, me assustei de verdade, porque eu vi a tristeza, eu vi a morte”, contou.

(informações da Prefeitura de Corumbá)

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