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Saúde

Com mais vacinas e kits, Saúde reforça atenção a influenza e leptospirose no RS

Somadas, doses de vacina chegam a 1 milhão. Outra ação iniciada pelo Ministério da Saúde é detecção e tratamento para leptospirose

Atendimento é dado em hospitais de campanha e também em abrigos / João Vitor Moura/RS

O Ministério da Saúde reforçou a frente de prevenção contra a Influenza (gripe) no Rio Grande do Sul. Na próxima semana, o governo federal começa a enviar recursos para os municípios que enviaram planos de controle da doença. Ao todo, serão gastos R$ 53 milhões.

Em outra esfera, a pasta aguarda a finalização do planejamento da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul para o envio de mais 600 mil doses da vacina contra a doença. No início de maio, o ministério enviou 400 mil doses do imunizante para o estado.

O ministério está em alerta para a propagação da doença em abrigos. Com a queda das temperaturas, o risco de adoecimento é maior. A diretoria do Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde tem monitorado a situação epidemiológica. A tendência é que haja aumento de agravos e doenças respiratórias. “Doenças de transmissão respiratória são agravadas em ambientes fechados e com maior número de pessoas. Mesmo aquelas que estão em casa podem adoecer, mas temos um cuidado especial com as que estão em abrigos”, destaca a diretoria.

As secretarias de Saúde dos municípios gaúchos estão disponibilizando vacinas nos mais de 700 abrigos que foram montados. O secretário de Atenção Primária à Saúde, Felipe Proenço, ressalta que a vacinação é fundamental para que a população esteja protegida e a atenção ficou maior sobre a doença após a queda das temperaturas no estado. “As vacinas chegaram e estamos mantendo o abastecimento”, afirma.

As doenças de transmissão respiratória são agravadas em ambientes fechados e com maior número de pessoas. Mesmo aquelas que estão em casa podem adoecer, mas o alerta maior é para a população que está em abrigos.

Leptospirose

O Ministério da Saúde também monitora o aumento de casos suspeitos de leptospirose no Rio Grande do Sul e reforça que a população deve buscar atendimento médico logo nos primeiros sinais da doença. O tratamento está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) e não depende de confirmação laboratorial.

Pacientes que tenham tido contato com água parada ou lama das enchentes , inclusive no processo de limpeza dos ambientes, e apresentem febre, dores musculares, dor de cabeça ou mesmo sintomas semelhantes à gripe, devem buscar atendimento médico em qualquer ponto da rede de atenção à saúde, incluindo os hospitais de campanha da Força Nacional do SUS .

Segundo o coordenador do Centro de Operações de Emergência (COE) para o Rio Grande do Sul, Edenilo Barreira, a rede de atenção à saúde do estado está equipada para atender à população. “O Ministério da Saúde forneceu os medicamentos para tratamento da leptospirose ao estado do Rio Grande do Sul, que repassa para os municípios”, explica.

O ministério ressalta que a automedicação como prevenção da doença não é indicada. O assessor médico do COE e especialista em ações de enfrentamento da emergência sanitária de importância internacional, Rodrigo Stabile, alerta que pacientes com sintomas não devem fazer uso de medicamentos sem aconselhamento médico. “Buscar a automedicação traz riscos e pode, inclusive, agravar o quadro. A leptospirose é uma doença grave que inspira cuidado, com índice de letalidade alto”, salienta.

Foram entregues insumos para testes de leptospirose ao governo do Rio Grande do Sul. O insumo será usado na vigilância da doença.

A ocorrência da leptospirose está relacionada principalmente às condições precárias de infraestrutura sanitária e à alta infestação de roedores infectados. Em cenários de desastres climáticos, como inundações, a disseminação e a persistência da bactéria no ambiente podem facilitar a ocorrência de surtos da doença.

A recomendação da SVSA (Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente) do ministério é de que o indivíduo que apresente febre e dores, especialmente na região lombar e panturrilha, e que teve contato com água ou lama da inundação no período de até 30 dias anteriores ao início dos sintomas, receba tratamento com quimioprofilaxia. Dessa forma, o sistema de saúde conseguirá captar mais casos na fase inicial da doença, conforme reforça nota técnica da pasta.

Além disso, deverão ser difundidas informações a todas as pessoas que tiveram contato com água ou lama de enchentes sobre os sinais e sintomas da doença e onde podem procurar assistência médica. A pasta pede que seja estabelecido diagnóstico diferencial para doenças respiratórias, diarreicas agudas, infecções do trato urinário, sepse e hepatite A .

O tratamento, orienta o ministério, deve ser iniciado no momento da suspeita clínica, não necessitando aguardar a confirmação dos resultados laboratoriais. É importante considerar que pode haver casos em municípios que não sofreram com as chuvas, já que muitas famílias se abrigaram em casas de familiares ou amigos em municípios vizinhos. Portanto, todos os agentes públicos devem estar sensíveis e buscar informações da origem do local de residência do paciente.

*Com informações do Ministério da Saúde

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