dothCom Consultoria Digital
Publicado em 17/05/2008 às 10:08
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
Os laptops nanicos, com telas de 7 e 9 polegadas, nasceram sob o signo dos produtos econômicos, para os consumidores mais duros. E o que está acontecendo? Acabam nas mãos de quem tem mais dinheiro, como segundo notebook.
Hoje em dia se tropeça - literalmente - em Eee PC na Santa Ifigênia, o maior pólo de produtos de tecnologia do país, na faixa dos mil reais. Em shopping centers mais sofisticados, a maquininha começa a pipocar em lojas de importados. O Mobo, que vai ser lançado nos próximos dias pela Positivo, vai chegar às lojas por 999 reais. A HTC também prepara a estréia do Shift, seu minilaptop de luxo, com Windows Vista.
A excitação que essas maquininhas estão causando já bateu na HP brasileira. Em São Paulo, a empresa já está com um exemplar do mini-note, a sua versão de Eee PC, com um teclado matador: corresponde a 90% de um teclado comum.
Não vejo sinais de que essas máquinas econômicas irão parar nas mãos de quem não tem computador algum. Pelo contrário: o único modelo já comercializado amplamente, o Eee PC, costuma aparecer com quem coleciona máquinas. Talvez a Positivo consiga mudar ligeiramente esse quadro. A HTC, não, porque não é esse seu objetivo - o Shift é claramente posicionado como topo de mercado.
Ah! Também tem o XO, o ex-laptop de 100 dólares, bolado para levar o computador para as crianças pobres do mundo todo. Mas desde que Bill Gates se tornou o melhor amigo de Nicholas Negroponte, o XO perdeu a magia para os militantes linuxistas que viam nele, antes de qualquer coisa, uma arma contra Redmont. Certamente o projeto continuará a ter defensores, mas certamente também eles não serão os mesmos, nem terão tanto fervor.
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