Tecnologia
Cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos EUA, desenvolveram um microscópio ultracompacto de alta-resolução, com tamanho comparável ao de uma moeda, mas com capacidade equivalente à das grandes máquinas de laboratório. Ele usa apenas a luz do sol como iluminação e poderia ser acoplado até mesmo a um celular.
O "microscópio microscópico" opera sem lentes, combinando a tradicional tecnologia de chips de computador com a canalização de fluidos em escalas muito pequenas, segundo seu criador, Changhuei Yang.
O aparelho todo é do tamanho de uma moeda de US$ 0,25, incluindo os tubos de análise de fluidos, enquanto o chip em si corresponde ao nariz da imagem de George Washington impressa na moeda. É este chip que capta imagens.
O objetivo de desenvolver o dispositivo seria a necessidade de alterar a forma como se vê o microscópio, presente nas ciências desde o século XVI. A intenção da equipe de pesquisadores é mudar o padrão do uso de lentes e permitir a criação de aparelhos incrivelmente menores do que os atuais.
Os desenvolvedores, segundo o site Engadget, enxergam a aplicação da invenção em pesquisas de campo, principalmente em países menos desenvolvidos.
Acoplado a celulares, o microscópio poderia ser usado para estudar amostras de sangue, no diagnóstico de doenças como a malária, ou na análise de água, procurando por sinais de giárdia ou outras patologias.
Yang acredita que o dispositivo possa ser produzido em larga escala por um valor aproximado de US$ 10 (R$ 15) por unidade, segundo o site Physorg.
Quanto à real utilização do chip no mercado, o cientista diz que tem conversado com empresas de biotecnologia a fim de conseguir parcerias. Nenhuma, entretanto, foi acertada ainda.
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