De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), apesar de ter faturado cerca de R$ 136,3 bilhões em 2007, o setor apresentou lucro líquido de apenas R$ 1,7 bilhão, ou 1,25%. Parte significativa da baixa lucratividade é resultado da baixa eficiência nas operações e dos desperdícios ocorridos nas lojas. Para combater estes problemas, a RGIS, líder global em serviços de inventários terceirizados para indústria e varejo, investiu US$ 70 milhões no desenvolvimento de uma tecnologia que permite mensurar e melhorar a performance das vendas e, também, "mapear" as perdas.
A nova ferramenta, batizada de R-Map, vai além do inventário tradicional ao permitir que o varejista visualize, em tempo real, dados precisos não só a respeito da quantidade de itens em estoque ou em exposição, mas também a localização exata dos produtos na área de vendas da loja.
O R-Map fornece estatísticas detalhadas, mostrando diretamente na planta da loja onde se concentram os itens de maior e menor venda, além de uma análise da rentabilidade dos espaços totais do estabelecimento ou mesmo do m² entre lojas, comparando vendas gerais, ou por setores, ou por categorias, entre outros. Outra facilidade é a visualização do fluxo de tráfego de clientes na loja, o que dá melhores subsídios para a montagem do planograma e facilita a distribuição das mercadorias nas prateleiras, verificando se os produtos de maior venda estão realmente posicionados nos lugares têm maior impacto.
André Felipe Oliveira, gerente de novos negócios da RGIS, explica que todas as informações e análises são apresentadas em um ambiente de fácil interpretação, constituindo-se em um recurso essencial e estratégico de planejamento para a direção da empresa.
O executivo revela que diversos departamentos envolvidos na operação da loja podem se beneficiar da nova ferramenta. "Vendas e Marketing, podem utilizar o R-Map para garantir a acuracidade das plantas do estabelecimento, conferindo se o layout físico corresponde ao planejado."
O instrumento apresenta também o detalhamento de informações sobre o fluxo de visitantes na loja. Oliveira explica que ao conhecer o caminho dos clientes por entre as gôndolas, o varejista poderá mensurar o giro real das mercadorias e, assim, aumentar mercadorias e, assim, aumentar o poder de negociação com os fornecedores. "A ferramenta surge como um instrumento de pacificação nas relações entre varejo e indústria, já que os fornecedores podem escolher as áreas e posições comprovadamente de maior venda da loja e os produtos ficam posicionados de acordo com o negociado", completa.