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Vírus corrige falha do Windows após infectar o sistema

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Entre as várias pragas capazes de explorar a brecha crítica corrigida pela Microsoft em outubro, uma se destacou nesta terça-feira (25) por corrigir a vulnerabilidade depois de infectar o computador. Também no resumo de notícias da semana: a falha de discagem automática do iPhone, o fim do caso da professora Julie Amero e o Dia Internacional da Segurança em Informática (DISI) 2008.


Vírus corrige falha do Windows após infectar o sistema


Foi encontrada nesta semana mais uma praga virtual (worm) que explora a brecha de segurança no Windows corrigida de forma emergencial em outubro. O vírus, batizado de Conficker.A, tem uma característica interessante: ele impede que outros vermes infectem o sistema pela mesma falha.


Para fazer isso, o Conficker.A corrige, na memória (de maneira temporária), a falha usada por ele próprio. Outras pragas digitais que exploram o mesmo problema ficarão incapacitadas de infectar o computador, pois não será possível explorar a brecha, pelo menos até o sistema ser desinfectado e reiniciado.


A descoberta desse novo worm foi divulgada pela Microsoft na terça-feira (25). Segundo os especialistas da empresa, o objetivo da praga ao consertar a vulnerabilidade é não deixar que outros vírus, "concorrentes", infectem o sistema.
O Conficker.A também impede o uso do recurso da Restauração do Sistema e baixa outros arquivos maliciosos para o computador. Por algum motivo, a praga está programada para não infectar computadores ucranianos.


Embora o Conficker.A corrija a falha apenas para afastar concorrentes, houve ao longo dos anos alguns "vírus do bem" que se espalhavam apenas para corrigir as brechas. O mais famoso desses é o Welchia, de 2003. Ele infecta os sistemas Windows usando a mesma vulnerabilidade do Blaster. Uma vez dentro do sistema, o Welchia instalava a correção permanente para o problema e tentava remover o vírus Blaster, se ele estivesse presente. Para controlar as infecções, o Welchia foi programado para desligar-se no dia 1º de janeiro de 2004.


Professora acusada de navegar em site pornográfico leva multa


Chegou ao fim, na sexta-feira passada (21), o caso de Julie Amero, a professora norte-americana acusada de navegar em sites pornográficos em sala de aula no dia 19 de outubro de 2004. Tudo terminou com um acordo em que Julie Amero admitiu culpa por um pequeno delito, sendo obrigada a pagar uma multa de US$ 100 e a ter sua licença de professora revogada.


O caso ganhou atenção da mídia em 2007, quando Amero foi considerada culpada e poderia pegar até 40 anos de prisão. Um especialista, testemunhando para a defesa, afirmou, na ocasião, que a professora não estava navegando em sites de conteúdo adulto, mas que pragas virtuais presentes no computador faziam janelas e pop-ups pornográficos aparecerem agressivamente.


Especialistas de segurança, sabendo o quão comum é essa situação, ofereceram um exame mais detalhado e gratuito do computador usado na sala de aula. A análise constatou a existência de pragas digitais na máquina e também apontou erros no testemunho de especialistas da polícia da cidade de Norwich, no estado de Connecticut (EUA), onde se localiza a escola em que Amero dava aula como professora substituta.


Em junho de 2007, a juíza Hillary Strackbein havia cancelado a sentença que considerava Amero culpada. Strackbein dizia que a decisão havia sido realizada com base em "informações falsas", e peda um novo julgamento.

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